sexta-feira, 22 de maio de 2015

"FRÁGIL".

Onofre W. Johnson

Frágil


O ser humano é assim, mesmo. Ele precisa ser cuidado por alguém. Ele é carente de cuidados. Quando ele ouve alguém dizer que o outro é maravilhoso, ninguém disse que ele é péssimo, mas porque viu alguém ser elogiado ou aplaudido, ele se fragiliza.

É como o artista que está no palco e vê o outro artista, daquela peça, ser mais aplaudido do que ele. Então ele se flagela e sente-se menor, sem sê-lo. Ele precisa ser aplaudido. Precisa ter o seu ego massageado. "Até os homens perversos desejam ser reconhecidos em suas perversidades".

O que ele, realmente, precisa enxergar é que as pessoas, que estão a sua volta, também existem e precisam continuar existindo. Elas, na verdade, existem para acrescentar coisas em nossas vidas. Denegrir suas imagens é passar um atestado cabal de caráter duvidoso. A pessoa que faz isso demonstra um pouco de insanidade mental.
 O ciúme precisa ser tratado. A inveja é prejudicial, pois a convivência com todos é fundamental para a gente poder crescer. Cresça, mas não se ofenda se os outros também crescerem.
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Onofre W. Johnson

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sábado, 16 de maio de 2015

"TESTEMUNHO DE CURA" - By: Pra. Priscila Rodrigues


Conheça o testemunho da Pra. Priscila Rodrigues
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Por: Pra. Priscila Rodrigues

* Testemunho de Pra. Priscila Rodrigues dos Santos sobre a Cura do seu filho: Murilo
* Escrito por Álvaro J. Santos

Pra. Priscila Rodrigues dos Santos

Domingo, 19 de abril de 2015. 

Eu estou muito feliz, nesta noite de domingo, porque o Senhor Jesus é tão bom para comigo, amados. É tão maravilhoso a gente ver o cuidado do Senhor. E como todos sabem, eu passei vinte dias com o meu filho internado no hospital, e agora estou aqui, segurando para não chorar, pois se não fossem as orações de todos os irmãos e irmãs, unidas com as minhas, certamente eu não estaria aqui, feliz como estou hoje. O Senhor repreendeu ali, o espírito de morte e eu estou muito feliz, pois ficou provado que o Senhor tem cuidado de mim, da minha casa. Hoje eu posso chorar, mas de felicidade, igreja!

Apocalipse 3:8 – É neste versículo que eu entro dizendo, amados, que o Senhor colocou diante de mim uma porta aberta, no momento que eu mais precisei. Quando eu achei que não havia mais nada a fazer, não havia mais saída, achando até que o meu filho iria partir, bem ali, diante dos meus olhos, o Senhor Jesus providenciou uma porta.

Domingo de Páscoa, no dia da Cantata

No dia 28 de março, eu estava aqui na Igreja, acompanhando ao Culto da "Campanha das Portas Abertas" e as meninas lá do berçário vieram informar que o Murilo estava com a temperatura elevada. Fui verificar e vi que ele estava com as bochechas vermelhas. Os irmãos da Brigada de Incêndio levaram o termômetro e constataram que ele estava com 38° de febre. Eu tinha Dipirona na bolsa, ele tomou e vomitou na Irmã Maria Eugênia. Coitada, ficou toda molhada. Não tinha roupa para ele na bolsa. Então, o levei para casa e disse para o meu marido que ele estava com febre, mas tinha dado remédio e precisava voltar para a Campanha, ajudar a mãe (Pra. Cida), ia pedir oração na Igreja por ele e depois, se precisasse, o levaria ao médico e, então, voltei à Igreja. 

A mãe, naquele dia, pregava sobre as afrontas do inimigo, e sempre que nos levantamos para fazer a obra do Senhor, o inimigo se levanta com fúria para atrapalhar... E Jesus disse que no mundo, teríamos aflições, mas pediu para termos coragem, pois o Senhor venceu o mundo! E eu não tenho apenas falado a Palavra de Deus. Tenho procurado viver. Desde que eu nasci o Pr. Francisco me ensinava isso. E ainda que não estejamos vivendo 100%, estamos aqui, nos santificando e aprendendo a viver a Palavra. O Senhor Jesus nos aperfeiçoará. E, quando os irmãos começaram a passar pela porta, o Bruno estava ao celular, querendo falar urgente. Saí do culto e fui atendê-lo. Ele disse que já estava no Hospital Geral com o Murilo tendo convulsão. A partir daí, não vi mais nada. Queria voltar e terminar a Campanha, mas alguns irmãos aconselharam-me que, talvez fosse melhor ir, então, saí correndo para o hospital. Antes, precisei passar em casa e pegar documentos, e nessa hora não dá nem para saber como é que a gente dirige. Quando cheguei ao hospital, meu filho estava só de frauda. O Bruno estava chorando igual a uma criança. O Murilo já estava desacordado, tomando medicação na veia... Nessas horas de emergência, precisa ir ao hospital mais próximo e realizar os primeiros socorros, pois quando a criança está com convulsão, o tempo não é um aliado.

Pra. Cida Rodrigues e o pequeno Murilo

Lá no Hospital Geral, aplicaram 167mg de "Hidantal". O Murilo fez um ano e têm onze quilos. Essa dosagem é alta até mesmo para um adulto. Nessa mesma noite, três crianças chegaram ao hospital com convulsão. Eles deram a mesma medicação para os três. Mas, como ele dormiu, parecia que estava tudo bem, pois, eu não tinha ideia da quantidade de remédio que eles aplicaram, se era alta ou não, a gente não sabe essas coisas. Passou a madrugada de domingo, o Murilo apresentava alguns reflexos de que ia convulsionar novamente. A sua mão entortava, eu gritava para a enfermeira correr para ver. Ela dizia que ele estava bem, que eram só reflexos... Na segunda-feira, algumas irmãs foram até lá e a cena que viram as deixou chocadas. O Murilo parecia um bebezinho vegetativo, totalmente sem movimentos. Desde a hora que ele tomou a medicação não apresentou nenhum movimento. As irmãs não quiseram chorar na minha frente, mas quando saíram, elas disseram que choraram muito. O Murilo tinha comido alguma coisa só no domingo, às cinco da tarde. Passou o domingo, a segunda-feira e ele só dormia. O Hospital Geral não tinha agulha infantil, mesmo assim, furaram o meu filho, umas vinte vezes, com agulha de adulto. Furaram o braço dele muitas vezes... Ele ficou todo roxo. Furaram os pés, furaram em todos os lugares. Ele não tinha mais veia. Não colocaram soro para hidratar. O período que ele ficou ali, só dormiu. Na segunda-feira, à tarde, ele convulsionou novamente. Eles aplicaram mais uma dose de "Diazepam". Na segunda-feira a noite, acharam que ele ia convulsionar de novo, aplicaram "Fenitoina". Num curto espaço de tempo, eles aplicaram três medicações diferentes com dosagens altíssimas, e ninguém fazia nada. Ninguém podia me ajudar. Eu chorava, eu clamava a Deus, pois percebia que não estava certo. Por que ele não acordava mais? Ele não tinha nenhuma reação, só convulsionava... Ninguém me dizia o que estava acontecendo. 

Até naquele momento, eu não sabia de nada. Daí, na segunda-feira, por volta das 23h00, chegou um médico e me chamou de canto, e com um sotaque de boliviano ou chileno, não sei ao certo, ele me falou para eu tirar o Murilo dali, imediatamente. Caso contrário eu não ia ver a criança acordar viva. Ele disse que o que fizeram com o Murilo no hospital era muito grave. Ninguém conseguia responder como é que ele ainda estava respirando. Foi aí que eu entrei em desespero total! 

Não existe uma mãe que vê o seu filho morrendo e não entra em desespero! Temos Convênio Médico, mas eles estavam negando a internação de UTI. Desde o domingo que o Bruno ligava para o Convênio, de meia em meia hora, implorando socorro, dizendo que o Murilo estava em estado grave. O Convênio negava internação, informando que não tinha vaga disponível. Houve uma hora que disseram que podia ir até com a polícia que não conseguiria vaga. E eu desesperada querendo tirar o Murilo daquele hospital, urgente! Liguei para a minha mãe, chorando. Ela e o Léo ligaram para vários irmãos para pedir oração... Foi quando eu abri a Bíblia e o Senhor ministrou ao meu coração:


Ministração da Pra. Priscila Rodrigues

Em Atos 12:5 – O apóstolo Pedro estava passando por uma situação difícil, mas os irmãos da igreja estavam orando incessantemente a favor dele. E foi isso que aconteceu, Igreja. Vocês se uniram a mim em oração, em clamor. Liguei para o irmão João (da padaria), e dizia para ele arranjar uma viatura, porque eu ia precisar de polícia para tirar o Murilo daquele hospital e também chegar com a polícia no Convênio para obrigar eles a atenderem o meu filho. Daí, o Bruno ligou lá no Hospital da Beneficência Portuguesa de São Caetano. Descobriu que cada diária ficaria em cinco mil reais. A gente venderia o carro, a casa, venderia os sapatos, venderia qualquer coisa que fosse preciso ser vendida, para poder ter atendimento. Após meia hora, eles retornaram a ligação e nem mesmo lá, irmãos, não tinha internação de UTI pediátrica disponível. 

Eu não tinha mais nada para fazer, não tinha mais nada para tentar. Meu filho estava piorando cada vez mais... Eu não tinha mais saída! Foi exatamente aí que aconteceu: Atos 12:5 - Eis que ponho diante de ti uma porta aberta. E foi por volta de uma hora da manhã de terça-feira que aconteceu algo. A minha mãe falou que as irmãs estavam orando neste momento, várias irmãs acordadas, orando, unidas clamando, em vigília, juntamente comigo nessa batalha, chegou uma mulher pulando com a folha na mão, dizendo: “Mãezinha, mãezinha, o seu Convênio Médico ligou, informando que eles estão enviando a ambulância. Eles conseguiram uma vaga lá em Cotia. Mãezinha, você vai?”
Era um hospital que eu nunca tinha ouvido falar. Longe, lá no meio do mato. Com tanto hospital aqui em São Paulo, por que o senhor não abriu uma porta aqui, mais perto, no Hospital da Vila Mariana, no Hospital da Luz, ou até mesmo o Hospital Vitória de Anália Franco? Tanto hospital que eu conheço o Senhor foi abrir essa vaga lá em Cotia. Mas, se o Senhor está na frente, eu vou, eu vou, porque eu sei que foi o Senhor que preparou essa vaga. Foi o Senhor que abriu essa porta. O Senhor está dando livramento! Obrigada Senhor Jesus! Aleluia!!!”

E foi a partir daí que o Senhor começou a operar. Eu sabia que era lá, naquele hospital, que o Senhor restituiria a saúde do meu filho. Entretanto, o Murilo não acordava! Saímos do Hospital Geral com a ambulância da remoção, e quando chegamos ao Hospital de Cotia, a médica que atendeu, nos deixou em choque. Ela viu o Murilo todo roxo, a sua boca extremamente ressecada, sem reações. Ela colocava a luzinha nos olhos dele e nada acontecia. Ele estava com 82% de saturação. A médica não estava acreditando que permitimos que o Murilo chegasse a esse estado. E eu dizia que o meu filho estava bem na Igreja, teve febre, convulsionou, deram remédios para ele e ele ficou assim... A médica, então, disse que ia aceitar o caso do Murilo no hospital e, juntamente com a sua equipe, faria o melhor para a sua vida. Ali, eu pude ver a mão de Deus.

Irmã Arielle e Murilo

Tentaram viabilizar a veia do Murilo umas dez vezes, não conseguiram. Ele estava muito desidratado. Tive que autorizar uma punção na jugular. Foi muito doído ver aquela cena, mas tiveram que furar ele no pescoço para poder hidrata-lo. Não havia outro lugar no corpo do meu filho que pudesse entrar uma agulha. 

Ninguém daqui da Igreja estava sabendo da gravidade do problema. Muitos perguntavam: “Vinte dias internado por causa de uma febre?” - Foi por isso que resolvi tirar algumas fotos e postar para os irmãos. Eu sabia que vocês estavam orando, mas quando a gente sabe o que realmente está acontecendo, a oração, a intercessão, o clamor é aumentado. E foi a partir dali, que o Murilo começou a reagir. Ele tomava 10 ml de remédio através da sonda de hora em hora. Eu não podia sair de perto dele, pois já estava no sétimo dia de internação e nada dele acordar.

Pra. Priscila, seu marido Bruno e Murilo

E foi na Páscoa, bem no dia da "Cantata de Páscoa". O meu coração estava para explodir, porque eu queria tanto estar na Igreja. Participei dos ensaios da Cantata, e eu amo tanto esse trabalho. Eu queria estar aqui, com a Igreja, mas como eu poderia deixar o meu filho lá? Ele não falava nada, não me reconhecia, o seu olhar estava distante, disperso, sem movimentos. No dia do meu aniversário, o Murilo ainda estava nesse mesmo estado. Desde o dia 28 de março até o dia 7 de abril, não mudou em nada o seu comportamento. Ele abria os olhos e não conseguia se comunicar. Eu só chorava, porque eu lembrava de que o meu filho era uma criança normal. Ele já estava falando e agora não conseguia se comunicar. Fazia fisioterapia de manhã, tarde e noite, mas não se movia na cama. E eu pedia ao Senhor que não deixasse o meu filho ter sequelas. Pedia para Deus não permitir que o meu filho vivesse como um vegetal. E já que o Senhor o salvou da morte, que restitua a saúde integral do meu filho também. E cada dia que eu acordava, lia uma mensagem enviada por alguém da Igreja. Eu lia cada uma das mensagens de carinho da Igreja. Sou muito grata a minha casa de oração, lia todas as mensagens, todas mesmo! E clamava ao Senhor para me ajudar, para me dar forças... 

Festinha improvisada (por novos amigos no hospital)
para o aniversário da Pra. Priscila.

O meu filho estava sofrendo muito, e já era dia do meu aniversário. Eu queira comemorar, sair com a minha família, sair com meu marido, mas preferi ficar ali no hospital com o Murilo, sabendo que o Senhor estava cuidando dele. O Senhor preparou pessoas maravilhosas no hospital. Fizeram uma festinha com bolo para alegrarem o ambiente. Recebi aquela homenagem de vídeo da Igreja, fiquei muito emocionada. Mostrei o vídeo lá no hospital e todos puderam ver, admirados, como essa igreja é especial na minha vida. Eu só tenho que agradecer a Deus por essa Igreja. Sabia que havia oração incessante neste lugar a favor da minha vitória e eu tenho certeza que foram as orações da Igreja que serviram para salvar a vida do meu filho. Deus abriu uma porta no momento certo.

Para piorar a situação, o Murilo teve uma pneumonia gravíssima. Passou a tomar dois tipos de antibióticos e muita medicação. Além disso, teve uma alergia junto com a pneumonia. Suspeitaram que fosse dengue. Já não bastava tudo isso e agora, dengue? Mas, depois dos testes feitos, constataram que não era dengue. Era só um comportamento do corpo contra as inúmeras medicações. Graças a Deus. E após a tomografia, descobriram que ele não pode ficar em estado febril, se passar dos 37,5° de temperatura, ele convulsiona. É tanta coisa! 

E foi só no décimo segundo dia de internação que o Murilo reagiu, e, todo furadinho, com o acesso no braço, abriu os olhos, começou a ter movimentos nas mãos, nos pés, nas pernas, só não conseguia andar e ainda não tinha voltado a falar. Daí ele, após quatro dias, foi melhorando da alergia, curou a pneumonia e foi melhorando...

O pequeno Murilo foto tirada em 18/04/2015

E, após vinte dias internados, porque a gente fica internada junto, e vê a luz do sol e dá um desejo de ir embora, com dor nas juntas, dor na coluna, na perna. Mas, finalmente, após aqueles longos vinte dias, o Murilo recebeu alta do hospital, ontem (18/04/2015). Voltamos a nossa casa. Glória a Deus!

E, hoje pela manhã, eu fiquei muito feliz, pois, desde que voltamos, o Murilo ainda não tinha brincado com a irmã. A irmã Arielle foi visitá-lo, ele não a reconheceu. Ele não tinha falado nada, e, querendo ou não, fica aquela desconfiança: “Será que ele estava com alguma sequela?” O coração da gente fica ali, querendo confiar no Senhor, pois a fé é sobre as coisas que não vemos, é sobre algo que esperamos. E o inimigo fica colocando dúvida, mas precisamos insistir e ter fé, mas o coração nos engana e nos deixa temerosos. E eu estava aqui, na reunião de trabalho do "Encontro com Deus", e a minha mãe veio me dizer que o Murilo a chamou de vó, que o Murilo pegou o chinelo e falou Pá. Ele está chamando a Alice, e aí o meu coração se alegrou. Foi o maior presente que Deus me deu. Essa foi a certeza de que Deus restituiu completamente a saúde do meu filho e, então eu agradeci muito mais ao Senhor! Graças a Deus!

Creia que o Senhor Jesus pode fazer milagre. Para o homem é impossível, mas não para Deus. Eu realmente não tinha mais esperança, não tinha para onde ir, não tinha policial para ajudar. E então eu me lembrei de que o Pr. Francisco conheceu o Murilo e profetizou sobre a vida dele, da Alice e do Leonardo, dizendo que "eles seriam muito usados pelo Senhor".

É neste versículo que eu encerro esse testemunho, amados. Porque o Senhor colocou diante de mim uma porta aberta, no momento que eu mais precisei. Quando eu achei que não havia mais nada para fazer, não havia mais saída, achando até que o meu filho iria partir, bem ali, diante dos meus olhos, o Senhor Jesus providenciou uma porta e repreendeu o espírito de morte. Hoje o Murilo está muito bem, para a glória de Deus!

“Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome”. Apocalipse 3:8

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* Testemunho de Pra. Priscila Rodrigues
* Escrito por Álvaro J. Santos

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"TESTEMUNHO CONTADO NO ENCERRAMENTO DA CAMPANHA DAS PORTAS ABERTAS"


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sexta-feira, 15 de maio de 2015

"DESINTERESSADOS POR IGREJA".

Onofre W. Johnson

COMO EVANGELIZAR HOMENS DESINTERESSADOS POR IGREJA?

Normalmente, os pedidos para evangelizá-los, chegam-nos através das mulheres que já estão congregando na Igreja. Elas são as suas mães, vovós, esposas, irmãs, vizinhas ou até, filhas. Essas mulheres nos procuram porque percebem que eles estão com problemas. Ex: Drogas, álcool, problemas familiares, com esposa, problemas financeiros, depressão, etc.
O evangelista precisa aliar-se às suas mães. Toda mãe ficará do lado dos seus filhos, mas a esposa que busca ajuda espiritual para os seus maridos, sempre conseguirão a vitória. Mas, é mãe que buscará por ajuda, seja onde mandarem-na ir. Ela irá ao seu padre, no pastor, se bobear, até no pai de santo ela vai. Porque, toda mãe quer ver o seu filho livre de problemas. Ah, se os filhos ouvissem os conselhos das suas mães! 50% das penitenciárias estariam vazias. Toda as mães sabem, por instinto, que Deus pode mudar qualquer situação. Porém, as pessoas só precisam querer a tal mudança. Diga que a Igreja está orando de mãos dadas com essas mães sofredoras. 

"CONVIDA ESSE BRUTO PARA IR À IGREJA." 

Reúna-se com os homens da Igreja, no máximo quatro, e vá visitar esse abençoado. Outro dia, numa dessas visitas missionárias, perguntamos a um homem, de meia idade, se ele gostava de igreja e ele respondeu que sim. Disse que só não gostava dos crentes da televisão. Eu disse que a televisão é ótima para divulgar a Palavra de Deus, mas é muito cara. Jesus não utilizou nenhuma estratégia cara para evangelizar, mas cada pessoa se gasta daquilo que queira gastar, o importante é evangelizar. Mas, mostrei na Bíblia Sagrada esse versículo: "Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado" (2 Coríntios 12:15). Ele ficou feliz ao ouvir essa explicação e até aceitou o convite de ir à igreja no domingo. Tudo que você disser para ele, mostre na Bíblia Sagrada. Isso dá mais credibilidade ao que você diz.

 "TENDE BOM ÂNIMO, EU VENCI O MUNDO" (João 16:33)

Se você perceber que ele está deprimido, diga que ele é forte, que tem ombros largos e aguenta o tranco. Diga que você já passou por isso algumas vezes e conseguiu se recuperar. Diga que ele vai se recuperar também. Diga isso e mostre, na Bíblia, que o Senhor Jesus falou que passaríamos por aflições, porém, recomendou que não devíamos desanimar, porque, Jesus venceu o mundo.
Todo homem precisa de um emprego e de um lugar para morar.  Se ele estiver desempregado, a Igreja precisa ajudá-lo. Nessa hora que a gente vai testar a força do Grupo de Homens. Existe um ditado que diz: "É na subida do morro que se conhece a força dos bois". Se o Grupo estiver, realmente, unido ninguém conseguirá impedi-lo de ajudar ao próximo. Um homem, sem trabalho, perde a sua identidade. Ele perde o seu caráter. A mulher, até consegue adaptar-se facilmente a situação de desemprego. A sociedade aceita-a mesmo quando está desempregada, porque toda família apoia-a. Agora o homem, quando fica desempregado, nem ele mesmo aceita isso! Ele só não pode desistir de viver... Quem desistiu, já morreu!
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Onofre W. Johnson


segunda-feira, 4 de maio de 2015

"PREGA A PALAVRA".

PODER DO MICROFONE, A MISSÃO.

É impressionante como as pessoas se transformam quando estão com o microfone, especialmente, no púlpito da igreja. Talvez porque, os seus ouvintes, irmãos e irmãs, não tenham outra escolha, que não seja ouvir a sua homília, sem poder interromper o “todo-poderoso” pastor.

É isso aí... (Outra maneira de dizer amém)

É inconcebível, até mesmo imaginar, alguém interrompendo um pregador para refutar a sua pregação em pleno culto. Também não há pastor com um testemunho de que foi vaiado na Igreja. Talvez seja por causa da “superioridade sobrenatural” que o púlpito representa para a membresia da Igreja. Como ele fica num patamar destacado, no altar, passa a impressão de que o pregador, quando está ali pregando, perde suas prerrogativas humanas e se transforma numa representação encarnada do Espírito Santo. Mas o fato é que existe sim, pelo menos hipoteticamente, um poder “sobrenatural”, no altar da Igreja, que transforma o usuário do microfone em alguém com grau de santidade elevada, um ser humano de primeira categoria, um servo do Deus altíssimo, imaculado, infalível, perfeito, um pregador ungido do Deus Pai, do Deus Filho e do Deus Espírito Santo. Parece que Deus sai lá do Céu e enche o vaso e o faz realizar o que lhe apraz. O pregador é considerado, pelos irmãos e irmãs da Igreja do Senhor, a boca de Deus.
Sabe por que isso acontece? Isso acontece porque foi ensinado para os “irmãos” que, do altar de Deus, se ouve a voz de Deus. Daí por diante o ouvinte aceita tudo o que for dito, pelo pregador, como se fosse o próprio Espírito Santo lhe falando. (E com direito a ouvir alguém gritando nos fundos da igreja: “Fala Deus!”) - Não importa qual seja a “asneira” dita pelo pregador, todos se dobram e ninguém pode questionar a sua autoridade espiritual. Quem o questionar é acusado de murmurador. Certamente esse murmurador, depois, será amaldiçoado, com rigor, por versículos encontrados na Bíblia Sagrada. O povo imagina que o pregador tem um pacto pessoal e sobrenatural com Deus. Muitos pregadores dizem que foi o próprio Deus que lhes deu o esboço do sermão. Eles contam uma historinha no altar, dizendo que o Senhor o visitou, deixando toda a Igreja achando que realmente o Senhor o visitou.
É o poder do microfone, meu irmão! E saiba que esse poder é bem maior do que se imagina. Deveria ser tese de doutorado. O sucesso sobe para a cabeça e ele pensa que arrasa o quarteirão terceirizado da Rua Azusa. Muitos pregadores guardam suas raivas e seus rancores, sim, porque às vezes são contrariados, e despejam no altar da Igreja do Senhor. Muitas vezes, dão tiro no próprio pé, isto é, falam mal dos colegas do próprio ministério, para se beneficiarem, de forma escusa da Igreja de Cristo. Estes, quando vem alguém de fora pregar na sua Igreja, ficam cheios de inveja e tentam desconstruir a pregação do pastor convidado, principalmente quando a Igreja se mostra receptiva e cheia do Espírito Santo com a visita desse pastor.
Mas, cada um se enche do que quiser ser cheio. O que sai do altar do Senhor deveria encher o povo de Deus de bênçãos, especialmente as pessoas que têm o coração puro. Outros se enchem de demônios. Se, tão somente, fizessem aquilo que Deus os mandou fazer, de fato, a Igreja do Senhor seria cheia da glória de Deus, mas, infelizmente, não fazem. O resultado é um enorme prejuízo espiritual para o povo de Deus.

Pregadores, por favor: “Prega a Palavra” (2 Timóteo 4:2)

Frágil

O ser humano é assim, mesmo. Ele precisa ser cuidado por alguém. Ele é carente de cuidados. Quando ele ouve alguém dizer que o outro é maravilhoso, ninguém disse que ele é péssimo, mas porque viu alguém ser elogiado ou aplaudido, ele se fragiliza.
É como o artista que está no palco e vê o outro artista, daquela peça, ser mais aplaudido do que ele. Então ele se flagela e sente-se menor, sem sê-lo. Ele precisa ser aplaudido. Precisa ter o seu ego massageado. Até os homens perversos desejam ser reconhecidos em suas perversidades.
O que, na verdade, ele precisa enxergar é que as pessoas que estão a sua volta, também existem. Elas, na verdade, existem para acrescentar coisas em nossas vidas. Denegrir suas imagens é um atestado cabal de um caráter duvidoso. O ciúme precisa ser tratado. A convivência com todos é fundamental para a gente poder crescer. Cresça, mas não se ofenda se os outros também crescerem.

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Onofre W. Johnson

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sexta-feira, 1 de maio de 2015

"O PRIMEIRO AMOR".

Acabou de aceitar a Cristo como Salvador e está passando por lutas?

É isso aí... (Outra maneira de dizer amém)

Acabou de aceitar a Cristo como Salvador e está passando por lutas?

É um bom sinal de que você está vivendo o primeiro amor, isto é, as coisas vão começar a se ajustar ao seu redor. Você mudou e significa que você saiu da sua zona de conforto. Sabe aquela velha opinião formada sobre o tudo? Pois, é! Agora está acontecendo com você também. É a dialética da vida neste presente século. Adão conheceu o primeiro amor antes de conhecer o pecado. Perceba que ele vivia no Paraíso. Após conhecer o pecado ele foi expulso. Agora todos vivem fora do Paraíso. Mas há um plano de Deus para que todos voltem para ele. Jesus é o plano perfeito de Deus!
Eu posso imaginar o que você está passando. Tenho muita experiência nessa área. Eu já passei por isso. O terror que eu enfrentei tinha os mesmos personagens que você têm, só mudaram as pessoas. Leia isso até o fim. Vou procurar ser bem direto.
Digo-lhe que tudo nessa vida tem origem espiritual. Satanás não deixa ninguém viver em paz. Ele derrubou Adão, homem perfeito, que foi criado por Deus. É por isso que Jesus foi entregue por Deus como homem, assumindo a posição do homem perfeito, substituindo Adão. Em Adão, todos estão mortos, mas, em Cristo Jesus, todos serão justificados. Será fácil você entender isso, agora que está frequentando uma igreja. Você começou a descobrir que as pessoas não vão à igreja apenas para ouvir louvores. Os crentes não estão “brincando” de igreja. Naquele local existe um grande exército, de Deus e de humanos, guerreando contra essa “potestade do mal” que derrubou Adão e agora quer nos derrubar. Só o amor de Jesus Cristo pode quebrar essa resistência do inferno. Mas, quem quer saber de igreja, não é mesmo? Daí, o diabo faz o que quer... E se ninguém fizer nada, é isso que vai acontecer, o diabo vai vencer. Não basta crer em Deus. Satanás também crê. É preciso fazer guerra contra o diabo, não contra pessoas. Jesus venceu o diabo e precisamos vencer também.
Não podemos ficar esperando que algo de bom nos aconteça. É preciso agir depressa. A missão do diabo é: Roubar, matar e destruir. Deus não sente dó de quem não quer entrar na guerra contra o mal. Ele disse em Sua Palavra que passaríamos por aflições, mas, Jesus venceu o mundo. Adão foi vencido, Jesus venceu. Deus oferece ajuda e essa ajuda vem do Espírito Santo. Os incrédulos tentam negar a Verdade de Deus nas Sagradas Escrituras, mas, só eles, os ignorantes, sofrem por não conhecer essas Escrituras.
O Senhor dos Exércitos é o verdadeiro “General de Guerra” e nunca perdeu uma batalha sequer. Ele é poderoso nas batalhas. E, mesmo que alguém diga que não está com Satanás, se não está em Cristo, está do lado errado da batalha. Jaz no maligno. O lado que Deus quer que estejamos é do seu lado e aí, sim, se cumprirá a Palavra que diz: “Mil cairão ao seu lado, dez mil a sua direita e tu não será atingido”.
Para crescermos espiritualmente, primeiro devemos ser nascidos do Espírito, enquanto formos bebês necessitaremos do leite (1 Pedro 2:2 ) “Desejai como meninos recém-nascidos, o puro leite espiritual, a fim de, por ele, crescerdes para a salvação, quando crescidos necessitamos de comida sólida, necessitamos estudar e meditar na Palavra de Deus”. Salmos 1:1-3 “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores; antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará”.
Então, pare de tomar mamadeira, soldado! Já está na hora de você partir para o “alimento sólido”. A verdade está sorrindo para você. Até agora você foi enganado. Você estava caindo, que nem pato, na enganação do mundo. Mas, a partir de agora você conhecerá a Verdade e é essa Verdade que libertará você.
Mas, primeiro, sofre a parte mais fraca da sua família, depois, vai chegar num estágio que ninguém mais conseguirá escapar do amor de Jesus Cristo. A vitória pertence aos lavados e enxaguados no sangue de Jesus, pois, serão remidos e guerreiros de Cristo. O amor que você passa a sentir não tem lugar para guardar mágoas ou ressentimentos... E quando você vir um irmão (ã) em apuros, vai dizer-lhe: “Conte comigo, irmão (ã)”. É a partir daí que você começa a sentir algo de Deus e você gosta, e você quer mais... Apaixona-se pela sua Igreja, pelo seu pastor e você quer mais... Quer ser batizado, quer ler a Bíblia, quer orar no monte, quer estar na Igreja, quer evangelizar, quer fazer missões ao redor do mundo, quer ouvir louvores, quer abençoar alguém, quer cantar louvores a Deus, quer pular, quer mais... Isso é sede de Deus. Sede das sete mil promessas que Deus revelou na Bíblia. Sede da Sua justiça, sede da Sua alegria... Quanto mais Jesus, mais você quer... E sabe por quê? Porque Ele é o único que pode satisfazer essa sede!
Seja bem vindo ao primeiro amor, irmão (ã).
Isso é estar cheio do Espírito Santo. Glórias a Deus!
Não deixe essa chama se apagar... Olhe somente para Jesus e busque a sua presença, que, independente das circunstâncias, você dirá: "Amar você faz bem para a minha alma".
Oremos:
Espírito Santo de Deus, "Abre os meus ouvidos eu quero ouvir... Abre os meus olhos eu quero ver, abre o meu coração quero sentir... Teu grande amor... Eu quero me apaixonar outra vez... Queimar de amor por Ti”.
Repousa sobre nós, nos orientando e nos fazendo refletir e voltar ao Primeiro Amor, em nome de Jesus, amém.
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Onofre W. Johnson 
Escrito em 01/05/2015

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

“NASCIMENTO E MORTE DO SUJEITO MODERNO - RESENHA”

“NASCIMENTO E MORTE DO SUJEITO MODERNO” – STUART HALL
Por: Onofre W. Johnson

 
Stuart Hall - Kingston/Jamaica
 3/02/1932
O objetivo do autor foi traçar os estágios do “sujeito” na História da sociedade, centrado numa definição mais sociológica e de como esse sujeito está sendo descentralizado, como o autor denomina, “modernidade tardia”. Porém, nos últimos tempos, centrando-o em concepções mutantes, pois, o sujeito em todas as épocas exercem papéis que a sociedade impõe.
Não foi fácil para o autor, mapear o sujeito moderno, pois, precisou desconstruir ideias unificadas e muito bem definidas da Idade Média, e hoje, o sujeito pode ser uma infinidade de coisas. Surge, então, em algum lugar, uma nova forma do individualismo do sujeito com a sua identidade transformada. Não são mais sujeitos submissos a tradições pré-estabelecidas, pois, foram libertados desses conceitos fundamentalistas que predominavam o inconsciente do indivíduo. Isso representou uma ruptura importante com o passado.
Através da invenção do Estado laico, emergiu uma nova concepção da consciência religiosa. O homem foi posto no centro do Universo, causando com isso, inúmeras revoluções na área da ciência, proporcionando ao sujeito individual, a capacidade de inquirir, investigar e decifrar mistérios da natureza, sem a quente fogueira da destruição intelectual, rompendo, definitivamente, com a Idade Média.
O Iluminismo revelou e estendeu a totalidade da História humana e passou a ser compreendida e, posteriormente, dominada. Descartes, influenciado pela “nova ciência” do século XVII, estabeleceu que tudo que está na matéria e na mente tem que ser posto no campo da dúvida, para que, a partir daí, comece a dar andamento em pesquisas até ser completamente explicado: “Penso, logo existo”.
John Locke fez um ensaio da compreensão humana definindo a “mesmidade” do sujeito racional. O indivíduo permanece com a mesma identidade contínua, mesmo após sofrer as consequências de ser sujeitada pela razão e suas práticas. Raymond Williams sintetizou essa sujeição e explicou que a individualidade do sujeito pode ser relacionada ao colapso de ordem social, econômica e religiosa medieval. No movimento contra o feudalismo, passou a dar nova ênfase no sujeito submetido numa sociedade rígida, hierárquica. O Protestantismo desafiou, postulou o indivíduo como entidade maior que a relação mediada pela Igreja Católica.
Com Thomas Hobbes, o indivíduo só podia entrar em relações econômicas se possuísse propriedade. Os sujeitos foram transformados em conglomerados empresariais, segundo Adam Smith e Marx, enredando-se nas maquinarias burocráticas e administrativas do Estado. Com Charles Darwin, o sujeito foi “biologizado”.  Agora, a razão tinha uma base na natureza, “nada se perde ou se cria, tudo se transforma”. A mente do sujeito pode ser estudada, pois tem um desenvolvimento físico. Os sociólogos forneceram críticas sobre o sujeito cartesiano, em consequência disso, descobriu-se que os indivíduos são formados através de suas relações sociais. Teóricos, como Goffman, estavam atentos às diferentes situações sociais e de como o “eu” é apresentado em diferentes situações.
Mas, foi só na primeira metade do século XX que as ciências comuns assumiram sua forma disciplinar parecida com a atual, era o surgimento do Modernismo. O indivíduo/sujeito passa a ser isolado, exilado ou alienado, iniciando a partir daí a descentralização do sujeito. Marx é reinterpretado na década de 1960, com a afirmação: “Os homens fazem a história sob as condições que lhes são dadas”. Há uma essência universal de homem alojada em cada sujeito individual, imposta por essas condições. Ao decodificar essa essência, surgirá o homem perfeito, assim como ele já o é. É como semente devidamente armazenada, pode passar o tempo que for, ao plantá-la, após ser germinada, ela decifra seu código, dando o seu fruto segundo a sua espécie de sua essência.
Freud descobre o inconsciente do sujeito e para ele, a subjetividade é o produto de processos psíquicos inconscientes. Já para Lacan, a criança inicia relações com sistemas simbólicos, não no inconsciente, mas, fora delas. A identidade é algo formado ao longo do tempo e não é algo inato. O sujeito está sempre incompleto, com partes femininas e masculinas, por imposição ou não, mas dando andamento para que o indivíduo venha a ser preenchido a partir de forças exterior do indivíduo.
Filósofos modernos afirmam que o sujeito individual não pode fixar significado de sua identidade de forma final. A identidade não é fixa, mas estável, pois, tudo tem um antes e um depois, fugindo ao controle da identidade fixa. Michel Foucault produziu uma espécie de genealogia do sujeito moderno destacando o poder disciplinar desse sujeito, como, prazeres, infelicidades etc... O interessante é que, embora o poder disciplinar seja produto dessas “manifestações tardias”, como o feminismo, revoltas estudantis, movimentos juvenis, lutas pelos direitos civis e outros movimentos da década de 1960, especialmente 1968, individualiza ainda mais o sujeito e envolve mais intensamente o seu corpo, pois, todas as pessoas que estão sujeitas ao controle são individualizadas pelas relações do poder, pois cada um desses movimentos apelava para uma identidade social diferente, controlada por seus sustentadores. O feminismo apelava às mulheres, a política social aos grupos LGBT, as lutas raciais projetavam suas expectativas nos negros e assim por diante. Essas lutas individuais contribuem para a política do nascimento histórico de uma identidade para cada movimento político.

CONCLUSÃO

Assistimos, diariamente, intelectuais, de suas áreas específicas, digladiarem-se para autoafirmarem suas defesas políticas individualistas, de suas opiniões, próprias ou de massa. Um exemplo disso é a discussão travada entre os deputados, Jean Wyllys e Jair Bolsonaro, sobre casamento entre homossexuais. Entretanto, o fato do (a) meu/minha vizinho (a) ser gay e querer se casar com outro (a) homem/mulher, não degenera nenhuma heterossexualidade, assim como a heterossexualidade não degenera a homossexualidade de ninguém.
É preciso aproveitar o momento e aprender a viver com as diferenças dos sujeitos e de seus discursos, reconhecendo os direitos que eles têm, como indivíduos, de ser, ou não ser, o que desejam ser.  Já não é mais essa a questão que precisa ser pensada: “Ser ou não ser?” – Antes, devemos lutar por um mundo mais justo e sem discriminação de espécie alguma.
Mas, é preciso haver, nesse contexto, o reconhecimento da honra, pois, quem é reconhecido como indivíduo, sente-se honrado. Até os homens perversos desejam ser honrados. Entretanto, por exemplo, que honra pode haver num avô pedófilo? A honra no indivíduo, em todos os tempos, deve ser medida. A perversidade do sujeito, como indivíduo, não pode vencer a sua honra. Viver livre na sociedade é ser livre da desonra. A honra é bem vinda em todos os lugares. Sempre que o sujeito der lugar à desonra, ele, certamente, estará em trevas, e, quem estiver em trevas, só conseguirá tatear na busca pela sua razão individual e coletiva.

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Trabalho para Aproveitamento Bimestral da disciplina “GÊNERO E EDUCAÇÃO” do 4º Semestre de Pedagogia - FAG - Faculdade Guaianás/UNIESP - Exigido pelo Prof. Ms. Edson Antônio Ortiz de Camargo. Texto de Onofre W. Johnson.

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

"JESUS CASADO?"

Jesus Cristo - Jim Caviezel

Jesus era casado? 

A Bíblia Sagrada foi escrita por cerca de quarenta autores inspirados pelo Espírito Santo. Esses autores escreveram detalhes da vida particular de tantos personagens bíblicos, como se esqueceriam de escrever uma coisa tão importante sobre Jesus Cristo? O Senhor Jesus não tem nada para esconder de ninguém. Ele nunca omitiu a sua humanidade 100% homem, mas, também 100% Deus. 
Mas, e se Jesus Cristo tivesse contraído matrimônio? Certamente ele teria feito questão de dizer isso na Bíblia Sagrada. Não há razão para omitir essa informação e, mesmo que ele quisesse que omitissem, seria muito estranho, pois, casamento não muda em absolutamente nada a santidade de uma pessoa, mesmo que essa pessoa seja o Senhor. E depois outra: Jesus conviveu com tanta gente que alguém, certamente, bateria com a língua nos dentes. A Bíblia Sagrada não omite nada, nem pecado. Veja o adultério do rei Davi com Bate Seba. Poderia ter sido ocultado na Bíblia Sagrada, mas Deus não permitiu. Deus não perdoa o pecador sem, antes, revelar o seu pecado. Se a Bíblia não disse, absolutamente nada, sobre "o casamento" de Jesus, qualquer conversa sobre isso é especulação barata e ponto final. Alguns poderiam dizer que os primeiros católicos omitiram isso na Bíblia para justificar o “celibato de seus sacerdotes”. Creio que, também isso, seja refutável, pois o apóstolo São Pedro, reconhecido, pela Igreja Católica, como o primeiro papa dessa denominação, foi casado, pois a Bíblia Sagrada relata que o Senhor Jesus curou a sua sogra no livro de Lucas 4:38,39.
Não faria nenhum sentido Jesus ter nascido da virgem, para se cumprir a profecia de Isaías 7:14, dita seiscentos anos antes de seu nascimento e depois ter se casado. O casamento faz dos cônjuges uma só carne, segundo a Bíblia Sagrada. Seria romântico, mas, inviável. Por outro lado, se Jesus tivesse se casado, a idolatria em torno de Maria, sua mãe, seria pífia, se comparada ao que idolatrariam a "esposa" de Jesus. 
A Bíblia Sagrada diz que o Senhor Jesus, ao morrer, levou sobre si: os nossos castigos, doenças, pecados e maldições. Ele morreu como o Cordeiro de Deus, sem defeito, sem mácula. A profecia dizia que Jesus não teria nenhum osso quebrado e Deus honrou a sua entrega, o seu sacrifício, aceitando-o como "expiação perfeita" por nossos pecados, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A Bíblia Sagrada diz, claramente, que o Senhor Jesus foi tentado em tudo, mas nunca pecou. Manter relações sexuais sem matrimônio é pecado, com matrimônio, não. Um dos maiores historiadores sobre Jesus, o americano John Paul Meier, afirma que Jesus nunca se casou. Jesus expulsou sete demônios de Maria Madalena, tornando-a sua discípula, "mas, casá-la com Cristo é um disparate", assegura o teólogo jesuíta Juan A. Estrada. É por isso que estamos falando sobre salvação. Se não fora o sacrifício do Senhor, tudo estaria destruído por causa da ira de Deus. Deus aceitou o sacrifício de Jesus, porque ele era puro e sem defeito algum. Deus é bom e, em sua bondade soberana, emprestou-nos um pouquinho dessa bondade para que hoje estivéssemos vivos. É por isso que estamos falando sobre o seu Filho amado. 
Enfim, já se passaram mais de dois mil anos e, até hoje, tentam desmoralizar o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nunca desistirão, mas, nunca conseguirão difamá-lo, pois, é preciso ter muita fé para crer nessas teorias científicas. Eu amo a Palavra de Deus, porque ela diz que o Senhor quer se casar com a Igreja. Nós somos a noiva de Cristo Jesus.

JESUS ESTÁ VOLTANDO!

"Vou voar em direção ao céu de Cristo, e isto, foi ele mesmo que prometeu".

"Jesus está voltando! Quem crê nessa promessa?
Há uma teoria de que a volta do Senhor se dá no dia em que as pessoas morrem. Mas é apenas teoria. O fato é que, mais cedo ou mais tarde, todo mundo vai morrer.
Há teorias de que Deus não existe. Há teorias de que ele existe.
Enfim, seja qual for a teoria, será preciso crer, pois, teorias, são apenas teorias. 
Em qual teoria você quer crer? Creio na Bíblia Sagrada, por escolha".

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Onofre W. Johnson

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domingo, 19 de abril de 2015

19 DE ABRIL. DIA DO ÍNDIO

Índia Yanomami (imagem da internet)
Um índio é pouco...

"O índio brasileiro (Yanomami) não sabe contar até dez, ou seja, na sua linguagem não utiliza o sistema decimal, como nós usamos, porque ele só precisa de, no máximo três coisas. (Um é pouco, dois é bom, três é demais). 
Ele sabe (mesmo sem saber) que, se passar de dois já é capitalismo ganancioso do homem da cidade. Trabalha apenas duas horas por dia e já ganhou o seu dia. Por que precisa trabalhar tanto? Para quê? Não que ele faça apologia à preguiça, é que ele realmente não precisa de mais, e mais, e mais. O restante do seu tempo ele se dedica à sua esposa e família, à sua cultura, ou a fazer o que bem quiser". 
Mas, agora ele só tem o dia 19 de abril, dia do Índio.
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Onofre W. Johnson

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

"HISTORINHA DA MENINA SÁBIA".

Onofre W. Johnson
"CRENTE CONSUMIDOR DE CULTO".

   Um senhor estava olhando bravo para o pastor durante o culto, e o seu amigo, que estava sentado ao seu lado, lhe perguntou: 
   - Por que você está olhando tão bravo para o pastor? Não pode ficar assim, bravo, ainda mais com um pastor!
   Então, o senhor explicou que havia uma menina na igreja que falava tudo quanto era versículo da Bíblia. O pastor mandava ela dizer um versículo com a letra P, ela rapidamente mandava:
   - Pá pá pá pá pá pá pá! Agora com a letra C, e ela:
   - Cá Cá Cá Cá Cá Cá! A menina sabia até versículo com a letra Z! E ainda o pastor a mandou falar de Levítico (ele nem sabia que tinha Levítico na bíblia). Mas até aí, tudo bem, nós aplaudimos a menina (contava o senhor). Ai o pastor aproveitou e deu uma esfregada geral em todo mundo. Ele falou uns vinte minutos e ralou a cara de todos no chão, dizendo que a menina sabia tanto e a igreja não sabe nada. Aí eu não aguentei e levantei a mão e disse: 
   - Pastor, o senhor me responda uma pergunta? 
   - Fale, meu irmão. E eu disse para o pastor:
   - Pergunte para essa menina, quantos cheques ela têm para cobrir amanhã? Essa menina não tem nada na cabeça, pastor. Eu mal acabo de ler um versículo e já esqueci... É tanta conta que eu tenho que pagar amanhã, pastor!
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   É justamente isso que vem acontecendo nas igrejas. A alma do povo no culto não está mais em Deus. Tem gente que vai embora mais cedo, antes de acabar o culto e diz que vai acordar cedo e que o pastor vai acordar tarde. A alma do povo que está na igreja, não está em Deus. Se não cuidar, essa alma está ali apenas para ver qual é a benção que vai levar para casa, ao invés de responder a pergunta: - Eu estou agradando o Salvador? É cada vez mais a autoafirmação do crente "consumidor de culto" que prevalece. Ele vai à Igreja apenas para consumir o culto, não para celebrar a Cristo.
Pense nisso!
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Texto de Onofre W. Johnson

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quinta-feira, 16 de abril de 2015

"CÉLESTIN FREINET".

CÉLESTIN FREINET 

Nascido na cidade de Gars, em 15 de outubro de 1896, ao sul da França, Célestin Freinet tornou-se professor primário, mas não chegou a concluir seus estudos na Escola Normal. Teve que alistar-se no Exército em 1915. Lutou na Primeira Guerra Mundial, onde participou dos combates. Só em 1920, iniciaria a carreira de professor, construindo os seus princípios.
Segundo Freinet, a educação deveria proporcionar ao aluno a realização de um trabalho real.
Opondo-se à Escola Tradicional, Freinet pregou a Nova Escola, a partir de uma filosofia mais libertadora, e por isso mesmo, revolucionária. A Pedagogia de Freinet tem o objetivo de modernizar a escola. Trata-se de um movimento de luta contra tudo o que existe de tradicional na escola. A sala de aula, em sua opinião deve ser o lugar onde professores e alunos discutam conjuntamente os problemas de suas vidas cotidianas.
A pedagogia Freinetiana tem a pretensão de formar homens mais responsáveis, fazendo-os interagirem-se de forma crítica, com curiosidade, para dessa forma, contribuírem na transformação da sociedade, elevando o homem a mais alta dignidade do seu ser através da vivência cidadã. Para que isso aconteça de fato. Freinet estabelece suas bases em quatro princípios básicos:

1.        A “Cooperação” – permite desenvolver diálogos entre as crianças e o professor, conversas livres, conselho de classe, reunião cooperativa, que muda às condições de trabalho de sala de aula priorizando as responsabilidades e as competências pela valorização de todos os conflitos, destacando a divisão das responsabilidades sem competição. É a relação com o outro, ou seja, elaboração das regras de convívio e de trabalho sem promover a guerra, mostrando que uma pessoa precisa da outra, exercendo a paz entre as partes no intuito de se tornarem melhores em grupo, nunca individualmente.

2.                    A “Comunicação” – Propicia uma aprendizagem desde que a criança tenha liberdade de expressar o seu pensamento em qualquer circunstância. Exemplo: Conversa livre, textos livres, expressão corporal e artística, conferências, debates...
Para isso, a atividade não pode ser imposta. Deve ser realmente livre e escolhida pela criança e organizada tanto individualmente como coletivamente. Desta forma reduz o peso da atividade transformando-a numa atividade prazerosa, que segundo Freinet, é o tateamento experimental de risco, antes de introduzir qualquer proposta. A comunicação contribui para a livre expressão e edificação da inteligência, sem a pretensão de assimilar o saber. As crianças agem com segurança, pois perdem o medo de se expressarem em grupo. Nesse sentido, a leitura é inseparável da escrita, mas essa escrita precisa ser composta por palavras e frases significativas, e não um conjunto abstrato de sons.

3.                    A “Documentação/Registro”, que é o registro da história que se constrói diariamente, ou seja, tudo o que for dito em sala de aula, precisa ser documentado. O jornal escolar, o mural, a roda da conversa, a correspondência interescolar, o livro da vida, o fichário, o álbum da turma e a aula-passeio constituem algumas das técnicas Freinet. Essas histórias não podem permanecer por muito tempo se forem esquecidas as anotações das construções passo a passo. O esforço que se segue é a própria investigação, mediante a discussão e a “invenção coletiva” das conclusões e dos meios de verificação destes registros (Invenção coletiva do saber).

4.                      A “Afetividade” é o elo entre o aluno e o objeto de estudo. Para Freinet, era uma forma dos alunos fazerem uma leitura do mundo real, não apenas do livro. Conhecendo uma padaria, por exemplo, onde as crianças eram levadas para conhecer o padeiro, verem o padeiro fazendo o pão e depois comer o pão feito pelo padeiro. No sentido delas se sentirem afetadas pelo mundo em sua volta, o que contribui para a leitura e escrita. Para Freinet, aproximar as crianças dos fatos da comunidade, podem transformá-las e, assim, motivá-las a mudarem a sociedade em que vivem.

Os primeiros alunos de Freinet foram os soldados entrincheirados ao seu lado, na Primeira Guerra, em sua maioria, analfabetos. Freinet, que era oficial na guerra (porque tinha estudado), incentivava os soldados analfabetos a aprender a ler e escrever, muitas vezes, desenhando letras no lodo, ou na areia. Queria que eles aprendessem a escrever pelo menos o nome, ou uma frase, para que pudessem se comunicar com seus familiares através de cartas, para dizerem que estavam bem.
Freinet foi gravemente ferido na guerra e a sua recuperação foi lenta e ficou com problema crônico de saúde, passou a respirar com dificuldade. Por causa disso, não conseguia falar muitas horas. Criou, então, uma imprensa dentro da escola e teve seus artigos publicados em vários jornais do país. Participou de congressos internacionais da “Educação Nova”, entrando em contato com grandes educadores da sua época, como Ferrière, Claparède, Bovet e Cousinet. Também leu os clássicos da pedagogia contemporânea. Foi membro ativo do sindicato e do Partido Comunista, em 1925 visitou a União Soviética. A essa altura já havia desenvolvido projetos como: Imprensa escolar, Correspondência interescolar, a Cooperativa escolar e, em nível nacional, a Cooperativa de Ensino Laico.
Nesse contexto, Freinet já era bastante conhecido na França e no exterior. O que chamava a atenção eram os textos que os seus alunos escreviam com espontaneidade, criticando abertamente as pessoas importantes da cidade. Em 1950, Freinet foi expulso do Partido Comunista, pois não concordava mais com suas políticas. Sua saída provocou grande agitação dentro do Movimento, que adquirira importância nacional e internacional. Seus congressos converteram-se em vivos confrontos pedagógicos por causa da sua dedicação à causa popular e o senso de justiça social.
Sua pedagogia foi pensada como uma atividade concreta, vivenciada como “técnicas de vida”, segundo suas próprias palavras, a serviço da libertação dos homens. Célestin Freinet faleceu em Vence, em 1966.
Obras de Freinet em português publicadas no Brasil:
“A educação do trabalho”. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
“Ensaio de psicologia sensível”. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
“Para uma escola do povo”. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
“Pedagogia do bom senso”. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

CONCLUSÃO

Para Freinet, a educação deve proporcionar ao aluno a realização de algo em conjunto, em cooperação. O professor, sempre que organizar um trabalho, precisa interferir no aprendizado dos alunos, destacando uma ou outra perspectiva, incentivando-os a agir em grupo, desde que não se destaque a competição, pois, agindo dessa maneira, faz com que eles consigam enxergar as necessidades individuais de cada integrante do grupo.
Exemplo: Se fizermos um desafio nessa turma do 4º Semestre de Pedagogia, para ver quem chega primeiro na Xerox do Toninho, o campeão ganhará um mês grátis de cópias. E começar a contagem: 3, 2, 1... Já! Pode ter certeza que alguém chegará lá em primeiro lugar, mas como é que ficam as pessoas limitadas? Se houvesse alguém com deficiência física, certamente, não conseguiria chegar nem na porta de acesso ao primeiro andar. Seria justa essa competição?

O método que Célestin Freinet utilizava, certamente capacitava seus alunos a adquirirem as competências exigidas pelas autoridades da época. Porém esses alunos, além de obterem resultados nos exames iguais ou melhores do que os alunos de outras escolas, ainda tinham um diferencial que os destacavam dos demais. Eles cresciam e se tornavam cidadãos críticos. Quando se ensina um aluno a pensar, está ensinando ele a ser político. Freinet tinha convicção disso.

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TRABALHO SOBRE: “CÉLESTIN FREINET”
Realizado em Abril de 2015.

Trabalho de Aproveitamento da disciplina “ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO” 
Exigido pela Profa. Ms. Edilaine Cesar - 4º Semestre de Pedagogia - UNIESP - FAG - Faculdade Guaianases.


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