sexta-feira, 10 de abril de 2015

CONFISSÕES DE UM EDUCADOR

Álvaro Pensativo (Educador)

Agora conheça várias histórias que aconteceram, de verdade, nas escolas que já trabalhei. São muito engraçadas:


1 - Uma criança veio me reclamar que a outra havia mordido o seu dedo. Fui tirar satisfação com o agressor e ele me surpreendeu com a seguinte resposta:
– Mordi porque eu quis, complica a minha vida, tio! - (Pasmei! kkkkkkk)
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2 - Um aluno me chamou, em particular, no corredor da escola e disse que estava precisando desabafar. Eu o tranquilizei dizendo que ele poderia confiar na minha discrição. O aluno avisou que o que queria dizer precisava ser dito em voz alta. Consenti que ele falasse alto, deixando-o bem a vontade. E então, aos berros, ele disse:
– "EU SEMPRE QUIS GRITAR NA ESCOLA, MAS O SENHOR NÃO DEIXA!" - (Pasmei! kkkkkkk)
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3 - Após realizar a chamada, em sala de aula, um aluno, la da última fileira, me acenou dizendo que gostaria de me mostrar algo. Ao chegar diante de sua carteira, ele me mostrou um número de telefone anotado em seu caderno e disse:
– Se algum menino rebelde me bater, é só ligar para a minha mãe nesse número que está escrito aqui, tá bom, tio? - (Pasmei! kkkkkkk)
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4 - Um aluno estava muito agressivo com as outras crianças, após o intervalo. A professora deu bronca e pediu para ele se sentar no seu lugar. De repente, o aluno ficou violento e passou a jogar mochilas, cadeiras e carteiras para o alto, fazendo um grande amontoado de objetos no canto da sala. A professora pediu para eu ligar para a mãe do aluno e solicitar que ela comparecesse, com urgência, à escola, na intenção de acalmar o seu filho. A mãe ficou aterrorizada e disse ao telefone: 
– Chamem a polícia, por favor!
– Mas, senhora, o seu filho só tem cinco anos de idade!!! - (Pasmei! kkkkkkk)
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5 - No intervalo do recreio os alunos estavam tomando o lanche, normalmente. Observei que um aluno lia um livrete evangélico. Perguntei se ele era da igreja, e então, ele respondeu:
– Claro que sim, tio! Por acaso você já viu eu ouvindo funk? - (Pasmei! kkkkkkk)
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6 - Cada um com os seus problemas.
Eu estava indo à padaria perto de casa e, ao passar pela rua de baixo, ouvi dois garis conversando. Um deles disse:
– É, pelo menos, antes, ele ia varrendo e juntando os montinhos. Eu ia andando atrás, recolhendo, com a pá, os montinhos que ele ia fazendo. Mas, agora, nem isso ele faz mais... - (Pasmei! kkkkkkk)
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7 - Um aluno ficou o intervalo do recreio inteiro grudado em mim. Perguntei por que ele não saía de perto mim e ele disse que tinha um marginal na escola que queria bater nele. Perguntei o que ele tinha feito para o “marginal” e ele respondeu que a cada dez marginais, da escola, nove querem bater nele. Então eu disse para ele que ninguém pode chamar as pessoas de marginais, pois, Deus não gosta de quem faz acepção de pessoas. Ele me disse que, a cada dez marginais, Deus salva só 1%. - (Pasmei! kkkkkkk)
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8 - Ontem, antes de dormir, a minha esposa me disse boa noite. Só de raiva, quando amanheceu, disse-lhe:
– Bom dia. - (Pasmei! kkkkkkk)
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9 - Um aluno na sala de aula disse que gostaria de morar no Rio de Janeiro. A professora comentou que o Rio é uma cidade maravilhosa. O outro aluno, então, comentou:
− Deus me livre de morar em favela! - (Pasmei! kkkkkkk)
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10 - Não é proposital, mas, eu sempre troco o nome dos alunos. Eles são tantos! Teve uma vez que chamei a aluninha Gabriela, de Giovana. Ela reclamou, é óbvio, e disse-me: 
– Tio Áureo, por que você sempre troca o meu nome?
– O meu nome é tio Álvaro, Giovana, digo, Gabriela. - (Pasmei! kkkkkkk)
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11 - Uma professora faltou e eu fiquei responsável pela sua turma. Após a chamada, levei-os para a quadra de esportes e combinamos que os meninos e as meninas utilizariam a quadra ao mesmo tempo. Um lado da quadra era dos meninos e o outro lado era das meninas. Os meninos vieram reclamar que essa divisão era injusta. Eles queriam ocupar a quadra inteira e disseram que as meninas deveriam ficar na arquibancada, torcendo para eles. (Pasmei! kkkkkkk)
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12 - Ao entrar numa sala do 4°ano para dar um recado para a professora, dei de cara com um aluno dizendo:
– Professora, vou sentir saudades de você nas férias. - E eu de você. Respondeu a professora.
– Só não esqueça que o meu apelido é Lucas Lucco, tá professora? - (Pasmei! kkkkkkk)
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13 - Fizeram um desenho do estereótipo de um pênis na parede da escola. Algumas alunas não quiseram mais ficar próximas à parede do desenho e quem encostasse naquela parede era, instantaneamente, ridicularizado pelos colegas. Até o momento que se aproximou uma aluna do 6° ano e disse:
– O desenho não é uma coisa em si! - (Pasmei! kkkkkkk)
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14 - No “Dia dos pais” muitas vezes eu recebi aquelas lembrancinhas baratinhas de cartolina ou EVA, confeccionadas pelas crianças em conjunto com as professoras delas. Basicamente, todas disseram a mesma coisa para mim:
– Tio Álvaro, eu não tenho pai, nem vô, mas quero dar esse presentinho para você, porque gosto muito de você, como se fosse o meu pai! Não é de cortar o coração? Mantenho guardadas com muito carinho essas lembrancinhas.
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15 - Umas crianças, do 3º ano do Fundamental I, vieram me contar que estavam jogando “Charlie Charlie, você está aqui?” e bem na hora que foi feita a pergunta, se o Charlie estava lá, a caneta girou e parou no sim, o elevador parou no andar, exatamente, nesse momento e quando a porta abriu não tinha ninguém! Foi aquela correria só! - (Pasmei! kkkkkkk)
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16 - Estava andando pelo corredor que dá acesso à quadra de esportes quando parei para atender o celular. Ao terminar a ligação percebi um vulto bem atrás de mim. Virei-me para ver quem era, um aluno saiu de trás da planta e me disse:
– Tio, eu vi você distraído e resolvi lhe dar um susto, mas o senhor me viu bem na hora. Economizou um susto, hein, tio? - (Pasmei!!! kkkkkkk)
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17 - No intervalo, um aluno do 5° ano estava comendo o seu salgadinho predileto quando vários outros alunos foram para cima dele querendo que lhes desse do salgadinho. Fiquei indignado com isso, pois já não era a primeira vez que eu presenciava essa injustiça, isto é, um só compra e os outros ficam na exploração? Falei para ele não dar salgadinho para ninguém e se alguém insistisse que cobrasse cinquenta centavos de quem lhe pedisse. E então um dos "exploradores" disse-me:
– Não dá ideia, tio. Ele quer ir para o céu. Ele sabe como dividir o pão. - (Pasmei!!! kkkkkkk)
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18 - Ao cumprimentar um aluno do 9° ano estendi a minha mão e ele disse-me:
– É assim, tio: Bate, encosta e depois vira a mão fazendo estrelinhas para cima e para baixo. Um outro aluno que viu a cena se queixou:
– Podem parar! Este toque fui eu que inventei e não permito que ninguém use-o! - (Pasmei!!! kkkkkkk)
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19 - Um aluno do 4° ano, repentinamente, grudou em mim no recreio. Já fui logo perguntando se ele estava querendo me usar como "proteção" para fugir de alguém e ele disse:
– Acho que sim! E eu lhe perguntei: - Você tem medo dele? E ele respondeu:
– Acho que sim. Sugeri, então, para resolver a situação, que fôssemos falar com o tal fulano e tentar negociar um acordo de paz. E então o aluno disse:
– É que eu roubei a namorada dele! - (Pasmei!!! kkkkkkk)
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20 - Peraeeee, gente! Andei aceitando algumas solicitações de amizade de crianças e pré-adolescentes no meu Facebook, mas ser chamado no chat às três da manhã para informar se haverá aula no dia seguinte é um acinte! Me ajuda aeeee!
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21 - Um aluno do 6° ano me perguntou se eu era casado. - Sou casado há mais de vinte e três anos - Respondi. Ele quis saber se eu tinha foto da minha esposa no meu celular para mostrar-lhe. Ao ver a foto ele descobriu que a minha esposa era a tia Mirlene, a inspetora da manhã, que ele tanto conhecia. Eu contei para ele que ela era o meu tesão. E, espantado, ele disse-me:
– Tesão? A tia Mirlene é tão brava que mais parece uma arma de guerra. - (Pasmei!!! kkkkkkk)
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22 - Preocupação de adolescente de escola da prefeitura de São Paulo:
– Putz! Já estou no 9° ano. Ano que vem não haverá mais entrega do "Programa Leve Leite". A minha mãe disse que eu vou ter que trabalhar para comprar o leite. - (Pasmei!!! kkkkkkk)
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23 - Os médicos aparecem todos os anos na Escola para vacinar as meninas contra o HPV e os meninos tiram sarro delas, pois eles ficam na sala, enquanto elas descem em fila para o local da vacinação. Veja o comentário que uma aluna do 4° ano fez sobre eles:
– Tomara que esses meninos que ficam tirando sarro da gente morram de câncer de útero! - (Pasmei! kkkkkkk)
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24 - Perguntei para um aluno do 1° ano o porquê da sua professora estar tão brava. Veja o que ele respondeu:
– Sabe por que a professora está brigando, tio? Porque o Guilherme chutou a garrafa d'água da Júlia, empurrou a Luísa na escada, mostrou o dedo do meio para a Maria, jogou o lápis do Alexandre pela janela e ainda falou que essa classe só tem vagabundo. - (Pasmei! kkkkkkk)
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25 - Um aluno do 6° ano chegou todo arrumado, perfumado e com o penteado moicano. O outro aluno perguntou-lhe porque ele estava sem uniforme e ele respondeu:
– Ainda bem que eu sou o príncipe da escola pra salvar a vida desses feios. - (Pasmei! kkkkkkk)
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26 - Após uma semana de folga, enfim, de volta ao trabalho. Ao rever-me, um aluno do 6º ano veio me cumprimentar e disse que sentiu muita saudade de mim. Fiz menção de abraçá-lo, mas ele disse que um homem abraçar outro homem é "gayzisse". Eu disse-lhe que um abraço é apenas um abraço e que "gayzisse" seria se dois homens se beijassem na boca. E então ele me disse:
– Isso não seria gayzisse, isso seria "viadagem" da moléstia. - (Pasmei! kkkkkkk)
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27 - Uma funcionária da limpeza veio correndo me avisar que tinha um aluno do 3º ano tentando fugir. Ele estava pendurado no portão, batendo no cadeado e puxando a maçaneta com toda a sua força. Aproximei-me lentamente por trás da criança e perguntei-lhe: 
– O que você está querendo fazer, fugir? Ele virou-se e olhou nos meus olhos e respondeu: 
– Eu só estava aqui tentando abrir, mas vejo que não vou conseguir... Você tem a chave, tio? – (Pasmei! kkkkkkk)
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28 - Uma aluna do Ensino Infantil veio me avisar, aos prantos, que o aluno Pablo havia mostrado o dedo do meio para ela. Fui tirar satisfação com ele para saber o porquê que ele fez esse gesto tão feio para um cavalheiro. Ele, gaguejando e tentando se explicar, me contou o que aconteceu:
– Eu queria andar no balanço que ela estava balançando, mas ela não queria sair, então fiz um gesto para ela descer, só que usei o dedo do meio para fazer o gesto, só isso, tio! - (Pasmei! kkkkkkk)
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29 - Muitas crianças inventam amigos imaginários. A Helena não é diferente. Ela disse para a sua mãe que o Pablo mordeu a sua boca. A mãe quis saber como é que isso tinha acontecido e, então ela explicou:
– É que quando eu beijo na boca do Pablo, do Pablo, de verdade, mamãe, ele me morde aqui, ó! - (Pasmei! kkkkkkk)
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30 - Conflitos: 
– Tio Álvaro, ele congelou o meu dragão com o homem de gelo dele. 
– Mas, dragão tem fogo! É só dá uma baforada quente que o gelo derrete. 
– Isso mesmo, tio, tem razão! - (Pasmei!!! kkkkkkk)
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31 - Ao fazer uma atividade numa sala da EMEI, distribuí um giz branco para cada aluno e pedi para eles fazerem vários desenhos pelo chão rústico do pátio da escola. O giz de uma aluninha quebrou e ela ficou decepcionada e começou a chorar dizendo que queria outro giz. Ao vê-la chorando, um aluno da sua sala ficou com pena dela e deu-lhe o seu giz que ainda estava inteiro, em troca do giz quebrado dela.
– Êba! Eu agora tenho dois gizes! - Disse o aluno olhando para as duas metades de giz, uma em cada mão.
A menina olhou para ele e começou a chorar de novo, mas agora porque só tinha um giz. - (Pasmei! kkkkkkk)
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32 - Sexismo
– Por que homem não presta? Esta pergunta foi feita por uma aluna do 8º ano do Fundamental II e eu empolguei-me e lhe disse:
– Você está fazendo essa pergunta para mim porque é mulher e eu não posso concordar com essa história de que homem não presta, pois, se assim o fizer, estarei concordando com uma ideologia completamente sexista que surgiu por causa de uma decepção amorosa de uma mulher traída por algum homem. Então, precisamos defender-nos com unhas e dentes e contestar qualquer mulher que diga que homem não presta. Homem presta sim! Ela ouviu cada palavra que eu falei, depois retrucou:
– A minha mãe disse que o meu pai não presta e se ela disse eu acredito! - (Pasmei! kkkkkkk)
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33 - Um menino do 6° ano, que veio transferido de outro município, estava com dificuldades para fazer amigos na escola. Então eu lhe disse que, na hora do intervalo, procurasse se soltar mais, sorrir, participar das brincadeiras coletivas que fazemos, como por exemplo: jogar pebolim, pular corda, brincar de pega-pega, etc... Então finalizei, dizendo:
– Solta os bichos, filho! Ele olhou bem dentro dos meus olhos e disse:
– Tá amarrado! - (Pasmei! kkkkkkk)
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34 - Uma aluna do 1° aninho veio reclamar, aos prantos, que o aluno Pablo tinha mostrado o dedo do meio para ela. Fui tirar satisfação com ele para saber o porquê de ter feito esse gesto feio à menina meiga. Ele, tentando explicar-se, me contou o que aconteceu de fato: 
– Eu só queria que ela descesse do balanço para eu andar, pois já estava lá há um tempão, mas ela não quis sair. Então eu fiz um sinal para ela descer, só que usei o dedo do meio para fazer o sinal. Só isso! (Pasmei! kkkkkkk)
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35 - Dois alunos do 2° ano brigavam feio na entrada da escola. Foram tapas, empurrões, um caindo por cima do outro, parecia um duelo. Interrompi o "combate" e comecei a conduzi-los para a diretoria. Estávamos ainda no corredor quando eu tive uma ideia e disse-lhes:
– Vou levar os dois para falar com a diretora, mas já vou logo avisando que hoje ela não está bem. Estive na diretoria ainda há pouco e percebi que a diretora estava extremamente nervosa. Então farei uma proposta para os dois brigões. Façam as pazes aqui, agora, neste corredor e cada um vai para a sua sala ou então levarei os dois até ela e não responsabilizo-me com o que irá acontecer depois disso. Os dois alunos olharam-se, abraçaram-se e desculparam-se. (Pasmei! kkkkkkk)
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36 - Dei uma informação que tinha visto na TV para uma sala do 3° ano do Fund I: 
– Se toda a água do planeta fosse colocada dentro de um litro, apenas uma gota seria a quantidade própria para beber. Após dizer isso, uma aluna da segunda fila comentou:
– E ainda tão querendo poluir a nossa gotinha, né tio? - (Pasmei! kkkkkkk)
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37 - Solução de uma criança do 2º ano do fund 1 para a Mineradora Samarco, da Vale do Rio Doce:
- É só colocar um grande cano (Duto) ligando a barragem ao mar. Esse cano só funcionará em caso de emergência. Se a barragem estourar, ninguém morre, pois a lama vai diretamente para o mar. - (Pasmei! kkkkkkk )
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38 - A professora passou a lição na lousa e, após alguns minutos, perguntou para a classe:
– O que vocês entenderam do texto? Joãozinho levantou a mão e respondeu:
– Ainda não li, professora. Só copiei no caderno. - (Pasmei! kkkkkkk)
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39 - Era quarta-feira, dia em que é servido peixe no almoço da escola. Bateu o sinal e, como sempre, foi aquela correria de alunos que vinham de suas salas para almoçar rápido no refeitório para depois formarem fila para jogar pebolim. Vi que a aluna Amanda passou apressadamente para a parte de fora do refeitório, lugar onde fica o solárium e notei que ela corria com a mão posta em concha no nariz e parecia que estava passando mal. Fui atrás dela para saber o que estava acontecendo. Ela tirou a mão em concha do nariz e disse-me:
– Tô com vontade de vomitar e tá um cheiro horrível de peixe! - (Pasmei! kkkkkkk)
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40 - E o funk tomou conta da minha rua hoje. Haja novinhas e marmanjos com suas motos aceleradas e muitas caixas de som nos seus carros, ligadas no último volume!!! Aconteceram horrores durante o fluxo!!! 
Duas horas depois baixou a polícia no local e os policiais botaram todos pra correr, com bombas de gás e correria, muita correria!!! 
Senhor!!! Mó cheiro de gás fedido, olhos ardendo, clima tenso!!! Mas depois de meia hora de ataques e correria... Tudo fica em paz na rua! Jesus é a paz!!! - (Pasmei! kkkkkkk)
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41 - Um aluno do 4º ano me chamou e, apontando para um menino que estava na fila do lanche, me disse:
– Tio Álvaro, tá vendo aquele menino ali, ó, ele é da minha sala e tirou 2 na prova. 
– E você, tirou quanto? - Perguntei-lhe.
– Eu tirei 3. Ah, mas pelo menos é maior que 2, né, tio? - (Pasmei! kkkkkkk )

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42 - Duas alunas do 5° ano vieram me perguntar se eu tinha medo de fantasma. Eu disse que não. Aí ela me disse: 
– Eu tenho medo da coberta descobrir o meu pé e o fantasma tropeçar nele. Disse uma das alunas. Daí eu disse:
– Que sofrimento mais inútil. Um fantasma nunca poderia tropeçar no seu pé. Fantasmas não existem! A outra aluna disse, então:
– Quando vou dormir, eu nunca descubro a minha cabeça. Tenho medo de o fantasma colocar sua mão gelada no meu rosto! - (Pasmei! kkkkkkk)
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43 - É fim de ano, já terminou o calendário escolar, mas ainda não teve a última reunião de pais para informar os boletins dos alunos. Eu estava indo para a escola e encontrei o jovem Marcos, na rua. Ele é aluno do 6° ano e me perguntou se eu sabia se ele havia passado de ano, ou não. Disse-lhe que não sabia, mas acrescentei:
– Você tem dúvidas se passou ou não? Não confia no seu taco?
– Acho que não passei, porque, nem abri o meu caderno este ano inteiro. - (Pasmei! kkkkkkk)
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44 - Bombom de morango
Certo dia, na padaria aonde eu costumo ir, tinha um senhor com o seu filho de seis anos na minha frente. O menino apontou para a vitrine e pediu para o pai lhe pagar um bombom de morango. O pai disse que o de morango era de menina, tinha quer ser o de embalagem azul que era de chocolate. O menino insistiu que queria o de morango, mas o pai disse que só ia comprar se fosse o azul de homem. Coitado, acabou pegando o azul mesmo. Mas deixou claro que queria o de morango. O pai olhou para mim e disse: 
– Nessa idade, se a gente não cuida, vira tudo viado. – (Pasmei! kkkkkkk)
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45 - Amizade:
O verdadeiro amigo é aquele que, apesar de saber que você joga mal, convida-o para jogar no seu time. Você pode errar sessenta e seis cestas, se acertar uma, ele diz:
– Boa, garoto!!!
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46 - COMPETIÇÃO (de porra louca)
Num banheiro masculino (esses de boteco), eu li num triângulo desenhado na parede rústica uma frase que dizia assim: 
– O esperma da minha masturbação chegou até esta marca. Você consegue bater o meu recorde? 
Masturbei-me e o esperma da minha masturbação chegou a sete centímetros da marca do triângulo. Voltei àquele banheiro sete vezes para desbancar aquela marca. Só consegui bater o recorde depois de subir no vaso. (Pasmei!!! kkkkkkk)
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47 - Tinha uma aluna do 2° ano parada em frente à recepção. Ao passar por ela, notei que estava brava. Perguntei-lhe se poderia ajudá-la em alguma coisa e ela respondeu: 
– Estou esperando o tio da perua escolar. Quando chegar, vou dar uma bronca nele, pois eu não sou arbusto para ficar aqui parada esperando por ele. (Pasmei!!! kkkkkkk)
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48 - O garçom serviu a cerveja, mas a espuma começou a subir. Quando percebeu que ia derramar, ele gritou para o cliente:
– Chupa, chupa, chupa!!!
O cliente olhou para o garçom e lhe pediu para chamar o maitre, enquanto a cerveja derramava na toalha.
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49 - "Foi com medo dos filhos virarem gays que as mães criaram os machistas".
(Onofre W. Johnson)
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50 - Durante o intervalo, um aluno passa por mim e pergunta:
– Tio, o que é “baitola”?
– Baitola é... “boiola” - Respondi ao seu ouvido.
– Viado! - Pasmou o aluno - Então aquele infeliz está me chamando de viado? Eu vou matá-lo! (Pasmei!!! kkkkkkk)
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51 - Eu estava conversando com uma aluna do nono ano no intervalo do lanche, quando, de repente, a outra aluna interrompeu a conversa e disse-nos:
– Quem gosta de rock nunca vai ter filhos, sabia tio Álvaro?
– Mas por quê? - Indaguei.
– Porque roqueiro não tem malícia como fanqueiro! - (Pasmei!!! kkkkkkk)
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52 - Um aluno aproximou-se de mim com mãos cheias de salgadinho. Percebi que havia uma menina brigando com ele. Perguntei o que estava acontecendo e ele, com a boca cheia, disse:
– Foi ela que me ofereceu salgadinho, tio e agora está brigando comigo.
A menina, que estava realmente muito brava, respondeu:
– É verdade, eu ofereci. Mas, da próxima vez que alguém lhe oferecer salgadinho, pega um, dois, no máximo três, para ser educado. Você deixou o meu pacote vazio! (Pasmei!!! kkkkkkk)
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53 - Uma menina do 3° ano havia trazido, num potinho, uma maçã descascada e fatiada. Quando ela abriu o potinho para começar a degustar o seu lanche, uma aluna aproximou-se dela com um abraço para lá de arroxado. As fatias de maçã voaram para os lados e caíram no chão. Ela ficou tão brava com a amiga, que lhe disse:
– Eu não quero mais os seus abraços. Eu prefiro a maçã! (Pasmei!!! kkkkkkk)
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54 - Dois alunos do 2º ano estavam discutindo. Interrompi a discussão e disse-lhes:
– Para com essa discussão! Vocês são amigos! Um deles era recem chegado, por transferência de outra cidade e disse-me:
– Como ele poderia ser meu amigo, tio? É a primeira vez que a gente se vê e ele já mostrou o dedo do meio duas vezes para mim! (Pasmei!!! kkkkkkk)
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55 - Peraeeee, gente! Andei aceitando algumas solicitações de amizade de “crianças e pré-adolescentes” no meu Facebook, mas ser chamado no chat para me dizer que a Dilma vai sair é um acinte!
– Me ajuda aeeee, golpistinhas!!!
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56 - Perigo
– Tio, têm duas lombrigas querendo me bater. Disse-me uma menina do 2º ano, durante o intervalo do recreio.
– Você está louca, menina? Como pode isso?
– É verdade, tio. Eu sou uma menina em perigo.
– Como assim? Indaguei, querendo saber o que estava acontecendo...
– Aqueles dois alí, ó, tio. Eles me pediram do meu salgadinho, mas eu não quis dar. Agora, essas lombrigas estão querendo me bater. (Pasmei!!! kkkkkkk)
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57 - O rapaz chegou no açougue e pediu um quilo de carne de um bicho que não tivesse sofrido tanto. O açougueiro embrulhou um quilo de leitoa e disse: 
– Essa leitoa morreu de susto ao ver a mãe sendo degolada na mangueira. (Para descontrair. kkkkkk)
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58 - Uma aluna do 5º ano aproximou-se de mim e perguntou:
– Tio Álvaro. Faz quanto tempo que você é casado com a outra? (Pasmei!!! kkkkkkk)
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59 - Um aluno do 3º ano pediu para eu repetir várias vezes a frase "balão suspeito". Só depois da quinta vez que eu falei que percebi a besteira que fiz. (Pasmei!!! kkkkkkk)
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60 - Vi um aluno do 1º aninho repetir três vezes a refeição e então eu comentei:
– Deve estar uma delícia essa comida, hem filho?
E ele respondeu:
– Sabe o que é, tio? É que quando eu visto roupa de frio, me dá uma fome!!! (Pasmei!!! kkkkkkk)
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61 - Perguntei para um aluno do 7º ano qual era a doença transmitida pelo cachorro e ele respondeu:
– Acho que é ódio, tio. (Pasmei!!! kkkkkkk)
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62 - Clube da luta
– Não estou a fim de assistir essa aula de matemática, dá um soco no meu nariz, cara? Disse um aluno do 6º ano para o seu colega da carteira de trás. 
– Tá de brincs?
– Não. É sério! Dá um soco bem forte no meu nariz?
–  Pára, cara!!! Você tá doido?
– Pode dar. Daí vai sangrar e eles vão ter que ligar para a minha mãe vir me buscar.
– Então tá! - Ploft!!! E o sangue começou a escorrer abundantemente do seu nariz.
O aluno saiu da sala e foi sangrando até o banheiro coletivo da escola... Conclusão: Os dois ficaram três dias em casa, suspensos! (Trágico!!! kkkkkkk)
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63 - Um aluno do 5º ano me contou, aos prantos, que o Antônio lhe bateu nas costas.- Por que você bateu nele, Antônio? - E continuei - você é a mãe dele pra bater nele?
- Eu bati porque ele me chamou de filho da mãe.
(Pasmei!!! kkkkkkk)

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64 - Um aluno do 1º ano veio me dizer que o Pedrinho falou "maconha". Olhei para o aluno, cocei a cabeça e respondi:- Falar maconha pode, não pode fumar.
(Pasmei!!! kkkkkkk)

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65 - Felicidade

Encontrei com a aluna Manuela, do segundo ano, na hora da entrada e, toda festiva, ela veio me dizer:
- Vi você, ontem, tio Álvaro.
- É mesmo? E, onde foi?
- Eu fui visitar a minha mãe, na casa nova dela e descobri que você mora bem em frente. 
- Você não mora com a sua mãe?
- Não. A minha mãe largou do meu pai e foi morar com a... não posso dizer isso!
- Por que?
- Porque... Vou te contar um segredo, mas não conta pra ninguém, tá bom? É que a minha mãe saiu de casa e foi morar com a namorada dela - Disse isso sussurrando perto dos meus ouvidos. E prosseguiu: 
- Você acha isso normal, tio Álvaro? 
- Depende. Você acha normal? 
-  Não. Mas é a minha mãe que decide a vida dela. Se ela ficar feliz, por mim, tudo certo.
- Muito bem, Manú, é assim que se fala. A felicidade é a coisa mais importante na vida das pessoas. Seja feliz, querida!
- Obrigada.
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66 – Pandemia

No intervalo da professora Nair, fiquei uns 20 minutos com sua turma e a aluna Isadora me perguntou se poderia continuar brincando de médica. Eu concordei. Mas depois, ela queria me aplicar uma injeção dizendo que era de mentirinha. Eu disse que a gente não podia se aproximar por causa do distanciamento mínimo exigido pelo protocolo da pandemia. E, então ela disse:
– Tio Álvaro, eu sou médica e uma médica precisa se aproximar dos seus pacientes... se não, como vai conseguir aplicar a injeção?
Eu disse-lhe que se ela era médica só de mentirinha, era melhor respeitar o distanciamento mínimo. E a Isadora concluiu:
– Se a injeção é de mentirinha, então o coronavírus também é de mentirinha. (Pasmei!!! 😂😂😂)
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67 – O Sol

– Tio Álvaro, sabia que o sol quando amanhece, ele sai de trás dos fios, bate com o seu calor no chão e faz a gente tirar a blusa? 
– É verdade — disse eu, mas, aonde o sol vai à noite, Bernardo?
– Ele vai embora. Talvez ele vai pra casa dele. (Pasmei! 😂😂😂)
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68 – Viagem
"Sabia que a Isadora vai viajar comigo? A gente vai pra casa da minha vó, disse a aluna Alice. É longe, mas é nesse planeta.
(Pasmei! 😂😂😂) 

69 – A professora que fez

– Olha, Miguel, tem o seu nome escrito na sua pochete...
– A "pefessora" que fez.
– Muito bem, agora fecha a pochete pra você ir embora.
– Tá bom! Mas eu vou deixar um buraquinho pra minha canequinha respirar! (Pasmei! 😂😂😂)
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70 – Corrupiu

– Professora, posso te perguntar uma coisa?
– Pode, Bernardo.
– Qual é o nome daquele pião que você fez?
– Corrupiu, respondeu a professora Gisele.
– É tão fácil fazer, né? Mas, como faz? 
(Pasmei! 😂😂😂)
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71 – Poesia
– "Mãe, vc vem me buscar antes do pôr do sol?" (Bernardo)

P.S.: Esse menino não é uma criança, é uma poesia. 
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72 – Ausência do pai
"Hoje eu não quero jantar porque o meu pai não está mais morando em casa." (Sophia)
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73 – Tapete de flores
Na entrada do turno da tarde, o chão da rampa da escola estava repleto de flores que caem das árvores nesta época do ano. E a aluna Nicole, de cinco anos, comentou:
– O que é esse tapete de flores? Vai ter casamento, por acaso? 
O tio Álvaro fica na entrada da escola, aferindo a temperatura dos alunos por causa do protocolo da pandemia, mas ficou paralisado, rindo do comentário dela, com o revólver medidor de temperatura abaixado. Então a Nicole, com o bracinho estendido para ser aferida e sem paciência nenhuma, disse:
– Bora, bora, com esse negócio aí... (Pasmei! 😂😂😂)

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74 – Aniversariantes do mês

No intervalo da prô Gisele, no refeitório da escola:

– Tio Álvaro, qual é a sobremesa que vai servir hoje?

– Vou falar no seu ouvido, mas por favor, guarda segredo... Vamos servir bolo de chocolate e depois vamos cantar parabéns aos aniversariantes do mês, ok? (Disse isso cochichando no ouvido do aluno Bernardo)

Ao ouvir, ele comunica  em voz alta ao grupo que está no refeitório:

– Olha, pessoal, a sobremesa hoje vai ser "cebola crua". 
(Pasmei! 😂😂😂)

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75 – Dá licença

– Ô, prô, eu quero passar alí e o Gael vai atrapalhar...
– Pede licença pra ele, ué! – disse a professora Juliana.
– Dá licença, Gael.
– Não dô!  
(Pasmei! 😂😂😂)
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76 – Bigode

– Tio Álvaro, o seu cabelo é comprido porque você é mulher?
– Não, eu sou homem! Já viu mulher ter bigode? (Puxei a máscara e mostrei o meu bigode pro aluno Kauã).
– Já sim, a minha mãe tem bigode! (Pasmei! 😂😂😂)
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77 – Chupeta
 
– Isabela, vc chupa chupeta?
– Chupo, mas ninguém nunca vai ver... (Ela abaixou a máscara e mostrou sua chupeta só pra Amanda ver). 
(Pasmei!!! 😂😂😂)
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78 – Caminhão de melão

– A sobremesa hoje é melão, Bernardo. Vc gosta? 
– Nunca! – Respondeu fazendo careta de nojo. 
– Prova, pelo menos... Vai que vc gosta.
– Tá bom! Vou dar só uma lambidinha pra experimentar... Hummm, que bom! Pode falar pro chefe comprar um caminhão de melão que eu gostei. (Pasmei! 😂😂😂)
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79 – Guardanapo para meninas

Após servir a sobremesa, que era melancia, fui passando o guardanapo para os alunos higienizarem as mesas respingadas. 
– Ela tem que ganhar uma "guardanapa", tio Álvaro, porque ela é mulher. – Disse o aluno Felipe. 
(Pasmei! 😂😂😂)
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80 – Tapete higienizador

– Tio Álvaro, cadê o tapete pra eu limpar o meu pé? – Nicole estava se referindo ao tapete higienizador que todos os dias colocamos na entrada da escola para cumprir o protocolo da pandemia.
– Hoje não tem tapete, Nicole. O cachorro fez suas "necessidades fisiológicas" na rua, alguém pisou e limpou o pé nele, então tiramos pra lavar e por enquanto não tem substituto, mas vou borrifar álcool 70 nos seus sapatos, ok?
– E o que é isso? Por acaso é cocô? (Indagou sobre as necessidades fisiológicas do cachorro.) 
(Pasmei! 😂😂😂)

81 – Bolacha boa

Bernardo tomou o seu lanche, mas ficou envergonhado de pedir repetição... Então ele fez o seguinte comentário:

– Nossa! Essa bolacha é muito boa, tio Álvaro!
– É? E que nota que você dá para ela?
– Dez!
– Hummm! E você quer mais algumas?
– Quero sim! 
(Pasmei! 😂😂😂)

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Por: Álvaro Pensativo

terça-feira, 7 de abril de 2015

"CRENTE RECÉM CONVERTIDO".


"Sobre o muçulmano que aceitou a Jesus Cristo como salvador e foi expulso de casa".

Um filho de muçulmano "recém" convertido ao "cristianismo" deve ser insuportável, mesmo! É preciso ensinar os cristãos "recém-convertidos" a conviverem melhor com suas diferenças. É claro que a Palavra de Deus liberta, mas em qualquer família não cristã, ele fica insuportável. Se eu tivesse aprendido isso no início da minha conversão, há dezesseis anos, muita coisa sobre o meu comportamento com minha família teria sido bem diferente.

Exemplo: Eu parei de fumar e de beber, mas queria que todos parassem também. Gostaria de agradecer aos meus familiares por terem "aturado" o meu fanatismo de "crente recém convertido" neste período. Foi um tempo muito pesado para todos nós!!!
Mas, enfim, como a velha frase diz que "águas passadas não movem moinho", passou, e o que passou, passou, não tem volta. Mas se fosse hoje, agiria de forma diferente.
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Onofre W. Johnson
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19/03/2015
Jovem se converte e é expulso de casa:

Antes de se converter ao cristianismo, Torgay* era muçulmano. Quando recebeu a Cristo e contou sobre sua nova fé na aldeia em que vivia, no Quirguistão, ele foi acusado de traição por sua família.

Os parentes de Torgay bateram nele e pouco tempo depois seus pais o expulsaram de casa e ordenaram que não retornasse antes de negar a Cristo e voltar ao islamismo.

O jovem saiu e foi morar e trabalhar em outra cidade. Quando telefonou para casa, seus pais lhe disseram: "Enquanto você for cristão, não é nosso filho!"

Dias atrás, Torgay decidiu voltar para casa e visitar seus pais, pois já fazia dois anos desde que havia saído. Com presentes na mão, a cena de anos atrás se repetiu. Ao dizer que não negaria a Jesus, seus pais o colocaram novamente para fora.

Torgay, que atualmente tem 31 anos, pediu oração por sua situação, mas, ao mesmo tempo, afirmou que, apesar do fato de que seu pai não fala com ele há dois anos, seu pai celestial fala com ele todos os dias e continua a amar e cuidar dele.

Fonte: http://guiame.com.br/gospel/missoes-acao-social/jovem-se-converte-e-e-expulso-de-casa

domingo, 29 de março de 2015

"O LENÇO BRANCO".



  
  O lenço na árvore

Gostaria de compartilhar com os irmãos uma ilustração que a Pra. Aucilina utilizou no “Chá de Pais e filhos” do Grupo Missionário de Adolescentes, realizado no dia 27 de março de 2015, na Igreja Quadrangular Jardim São Paulo. É inspirada na parábola do “Filho pródigo” narrada por Jesus, em Lucas 15:11-32. Confiram:

Após doze anos distante da família, aquele jovem, agora, estava voltando para a casa. Porém, algo o incomodava muito. Há exatos doze anos, ele abandonou os pais e foi para o mundo. Sua vida se complicou. Entrou no mundo das drogas, envolveu-se com coisas ruins, tornando-se ladrão. Posteriormente, por causa de um assassinato, foi preso e condenado a doze anos de prisão. Não demorou nada e seu pai morreu de desgosto. Sua mãe foi visitá-lo na prisão que ficava bem distante de sua cidade. Ao chegar à Penitenciária pediu ao diretor para ver o filho. Quando o filho se aproximou, a mãe o beijou, carinhosamente, através da janelinha. Ele pediu que ela aproximasse o rosto para beijá-la de volta, e quando a mãe encostou o rosto, o filho deu-lhe uma mordida, tão forte, que arrancou um pedaço do rosto da mãe. Nunca mais ela apareceu...
Passados todos aqueles anos, o filho agora estava no trem, voltando para a casa. Um mês antes de ser solto, escreveu uma carta para a sua mãe, pedindo-lhe perdão. Contudo, solicitou na carta que a mãe lhe desse um sinal para que ele tivesse a certeza do seu perdão:
− Mãe, se a senhora me perdoou e aceita a minha volta, pendure um lenço branco no galho da árvore em frente de casa. Vou passar de trem e, então, verei que a senhora me perdoou. Se a árvore estiver sem o lenço branco, entenderei e passarei direto, rumo à capital. Nunca mais a procurarei, pois entendo que, o que fiz, foi muito grave.
E, quando o trem passou, o jovem olhou para a árvore. Qual fora a sua grande surpresa, não havia lenço branco na árvore, mas muitos lençóis brancos pendurados em todos os galhos daquela árvore. O filho desceu na Estação e foi correndo abraçar e beijar carinhosamente a mãe que o esperava de braços abertos. Ela contou-lhe que havia ficado com receio do filho não conseguir enxergar o lenço branco e passar direto. Pendurou todos os lençóis brancos que possuía. Mãe e filho viveram felizes para o resto de suas vidas. 


  "Não deis lugar à carne. Se o amor de Deus por mim, já era grande quando eu ainda era mau, muito mais é agora que me esforço para ser bom". (Romanos 5:10)
Em Cristo Jesus...

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*Adaptação de Onofre W. Johnson.

Com orações...
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Onofre W. Johnson

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quarta-feira, 18 de março de 2015

"TEXTOS SOLTOS".


1 - Entretanto, todo mundo em algum lugar é um cidadão de segunda classe, pois, somos curiosos e inacabados. Precisamos estar sempre atualizando nosso conhecimento. Por isso, necessitamos uns dos outros. Estamos em constante transformação. Somos seres de ligação de Deus com o mundo. É por isso que há um interesse de Deus em nos aperfeiçoar. Se treinar, fica bom! 

2 - No mundo, passamos por várias provas. Algumas delas, por teimosia ou por falta de conhecimento, preenchemos de caneta vermelha ao invés de azul. No entanto, Deus nos dá uma chance de preencher novamente, mas agora de caneta azul, pois, assim como o professor, Deus corrige de vermelho “sangue de Jesus”. Deus não leva em conta o tempo da ignorância e nos perdoa de todo pecado. 

3 - Avivamento é “chuva torrencial”. Já posso ouvir as trombetas dos anjos de Deus tocando. É o sobrenatural de Deus para um ministério que o busca e sabe que já está tudo pronto desde sempre. Ele assim o faz para corrigir um período de retrocesso espiritual. Deus não derramou gotas, Ele derramou chuvas de bênçãos! Já tentou aparar a água da chuva? Não. Ninguém consegue, pois transborda. E já que ninguém consegue aparar essa chuva de glória, então o melhor a fazer é deixar a chuva de Deus molhar. Posso ler um glória a Deus? 

4 - Sempre cantamos que Deus tem uma nova história para nós. Essa é a nossa nova história que Ele começou a escrever... Uma nova história Deus tem pra mim. Um novo tempo Deus tem pra mim. Tudo aquilo que perdido foi, ouvirei de sua boca: - “Te abençoarei”. 

5 - Ah, mas alguém poderá dizer que não prega a Palavra porque não prega bem. Porém está escrito: Ide e pregai o evangelho, e não, ide e pregai bem o evangelho. 

6 - Se você espera por Jesus, mais cedo ou mais tarde terás uma agradável surpresa, porque Ele está voltando! 

7 - É preciso prestar muita atenção na hora de passar um recado. Se possível, anote. Confiar só na sua memória pode ser prejudicial, porque a memória às vezes falha, e o coração do homem é enganoso. Melhor mesmo é anotar e sempre confirmar para não haver erro nas informações.

8 - Aproveitamos muito... Fomos à praia todos os dias pela manhã e voltávamos a tarde para almoçar. Ai como é ruim a gente pertence à classe dominada. Kkkkkkk 

9 - Deus é santo e maravilhoso. Mesmo eu sendo uma pessoa falha, pobre e pecador, Ele me ama! A única razão do mundo ainda não ter sido consumido é o seu amor. 

10 - Qualquer pessoa pode escorregar no quiabo, entretanto, o mais importante é se levantar e cuidar para não cair novamente, mas se cair Jesus levanta o caído. 

11 - Não dê lugar à carne. Se o amor de Deus por mim já era grande quando eu ainda era mau, muito mais é agora que me esforço para ser bom. Romanos 5:10 

12 - Concordo que tenhamos que abençoar as pessoas, sempre! Mas o patrão paga muito mal o "bom funcionário". O "bom funcionário", se ele realmente for bom, terá sempre um patrão "concorrente" assediando-o para que ele vá trabalhar em sua empresa, claro, na intenção de lucrar. Um patrão de boa índole gratificará o seu bom funcionário. Agora, o duro é quando esse patrão é avarento... Coitado do "bom funcionário"! Mas, se o funcionário for bom de verdade, logo dará um jeito de ganhar mais, pois valorizará o seu próprio trabalho. 

E se a pessoa não quiser ser salva, mesmo assim ela será salva?
Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Independe de qualquer vontade humana aceitar ou não a salvação que foi determinada à toda humanidade apenas pela graça e misericórdia daquele que nos amou primeiro.

Confio plenamente na graça e misericórdia de Deus, mas está escrito: "Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado". (Marcos 16:16) - Quem não crer será condenado a ser salvo? Explique, por favor... (sem arrogância, mas por bondade)

Simples. Crer e não praticar é o mesmo que nada. Deus é amor e seu dom supremo é amor. 1 cor 13.

A humanidade, pela graça, nasce e morre salva em Cristo. O homem não terá parte na segunda morte. A morte e o inferno foram lançados no lagar da ira e do esquecimento de Deus.

Quem não crer será condenado a ser salvo?

Boa noite irmão. Graça e paz seja com toda a humanidade a ser apascentada em amor por nós. A salvação é provida à todos na expiação de pecados. Cristo é o expia de toda a iniquidade. Cristo deu FIM ao pecado. Cristo selou a profecia e a visão. Cristo trouxe a justiça eterna que não fede como a trapos de imundícias e acusações que fazemos uns aos outros. Leia Daniel 9 24.

Você é salvo em Cristo. Ladrões, drogados, presos, assassinos e destruidores estão nos presídios esperando por apascentadores de ovelhas. Jesus pede que nós visitemos os encarcerados? Porque?

Então...quem não crer será condenado a ser salvo?

Então o Diabo vai ser salvo? 

A bíblia diz que o pecado da mentira é o mesmo pecado da feitiçaria. à uma contradição em seus estudos irmão Antônio. Jesus vai separar o trigo do joio.

"E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo". (Apocalipse 20:15) - Foi lançado no lago de fogo para ser salvo? Explique, por favor... (sem arrogância, por bondade)

Se todos serão salvos, evangelizar para quê?

Acho o Antônio um "romântico de Cristo". Seria bom se o que ele diz fosse verdade. Mas não é real. Sem tirar e nem por nenhuma palavra, o que você prega é refutável, meu querido Antônio. Quem não crer será condenado e isso significa que não será salvo.

Esse "romântico" insiste nisso!!! Se o pior pecador que há no mundo se arrepender e crer que Jesus poderá salvá-lo, ele será salvo sem nenhum questionamento por parte de quem quer que seja. Arrependimento não é remorso, é mudança de vida. Sem arrependimento não há salvação. O evangelho é simples assim. Deus ama o homem é por isso que odeia o pecado. O pecado afasta o homem de Deus. Mas o evangelho o reconcilia com Deus. Deus tem compromisso com a Sua Palavra e não com palavra de homens. Ele tem compromisso em fazer cumprir a Sua Palavra e não palavra de homens. A porta é estreita e o caminho é apertado e esse caminho só termina quando o homem chegar lá (Mateus 7:14). O evangelho que você prega tem portas largas demais, se não vigiar, até Satanás e os demônios passam por essa porta que você prega e no Céu não entra impureza. Isso o torna herético. 

Quando falam que Deus é amor e não pode odiar, precisam saber que Deus odeia justamente porque é amor. Deus ama as crianças (Marcos 10:14), porque odeia o aborto. – Deus é um Deus santo, porque odeia o que não é santo. – Deus ama o pecador (Mateus 9:13) , mas odeia o pecado. Ele perdoa o tempo da ignorância, mas ignorância não pode salva ninguém. Só Jesus Salva, por isso que enviou o seu Filho ao mundo para que todo aquele que crer em Jesus não pereça, mas tenha a vida eterna, porém quem não crer será condenado. Condenado a não ir para o céu. Não existe condenação para depois ser salvo. O nome disso é purgatório e você sabe que é mentira essa história de purgatório, até porque quem prega o purgatório diz que quem não é católico vai para o inferno.

Não adianta fazer a parte social e pregar heresias. O governo também alimenta o povo (as nossas custas, é claro), mas não pode salvar ninguém. A questão aqui é salvação (morar no céu). Somos salvos para as boas obras e não por causa delas.

Não podemos aceitar a Cristo e continuar vivendo como antes, ele nos tirou das trevas e não quer que ainda andemos em trevas (1 Tessalonicenses 5:5), caso contrário, Ele teria nos deixado por lá mesmo.

A nossa vida precisa ser diferente... O padrão de moralidade na vida do cristão precisa ser diferente... Não pode nem ser parecido com o que há no mundo. Devemos nos livrar do mal e da aparência do mal (1 Tessalonicenses 5:22).

Adão colocou toda a humanidade debaixo da maldição da morte. Até hoje as pessoas morrem, que coisa, não? Mas Jesus veio trazer vida e vida abundante (é aqui que os neo-pentecostais vem com a cara de pau deles e dizem que essa vida abundante é riqueza. Vida abundante significa: Muita vida/Vida eterna). Então, entendo que os que nasceram depois de Adão, nascem mergulhados em pecado, com exceção das crianças, por causa do mandamento de Jesus: "Deixai vir a mim as criancinha...". Quando ela chega a uma determinada idade, ela precisa aceitar a Cristo como único salvador e vigiar para estar com Cristo. Precisamos entender uma coisa: Jesus Cristo ensinou aos profetas, aos discípulos e apóstolos que, a não ser a graça de Deus, revelada em Jesus Cristo Nosso Senhor (Tito 2:11), o que resta para a humanidade é a violenta ira de Deus (João 3:36), por causa da nossa rebelião e nossos pecados. "Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;

Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á". (Mateus 16:24-25)

É difícil evangelizar crente. Não faz sentido eu ficar aqui ensinando crente marmanjo. Deve ser por isso que Deus quer vomitá-los. Esse foi o meu último post. "Porque, já deveríeis ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos da Palavra de Deus; e vos haveis feito tais como que ainda necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal". (Hebreus 5:12-14)

DONS DE LÍNGUAS

Dons de línguas não é referência de salvação nenhuma e nunca foi. Se a pessoa falar em línguas e os seus frutos forem maus, de que adianta? Depois vai falar em línguas com o Lapeta? Digo Lapeta porque não está cá, ele está lá no inferno. Se o homem estiver ligado na Palavra e o seu coração estiver cheio do Espírito Santo, o assunto em seu trabalho, lar, escola será bem diferente e o seu ministério será próspero. Todos foram chamados para pregar a Palavra e nenhum dos irmãos que se achegaram a Cristo foram impedidos de falar a Palavra de Deus. É preciso se aproximar do povo como igreja do Senhor e lhes dizer que, se não se arrependerem, eles não irão para o céu. O diabo já sabe que não vai para o céu. Agora, somos a luz do mundo e o sal da terra. Deus está enviando a igreja para dizer-lhes que Ele não leva em conta o tempo da ignorância, mas ignorância não salva ninguém da ira dele. Todas as pessoas precisam se arrepender e se converterem para serem filhos da luz e deixarem as trevas. Jesus ainda pode salvar, curar, batizar com o Espírito Santo e voltar para levar a igreja ao Céu.
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Texto de Onofre W. Johnson

sexta-feira, 13 de março de 2015

CONTO DE FADAS - AZUL

Conto de fadas: Azul – Autor: Álvaro Pensativo

No condado de Vermontite, havia uma bruxa má, chamada Creonice.

- Maldição! – Balbuciou a bruxa.

Dentre tantas as maldades feitas pela bruxa, a que lhe causou danos, foi o sequestro do passarinho Azul, pertencente à fada Laurinha. Esse passarinho era dócil e adorava as crianças daquele condado. Fada Laurinha, que era a sua dona, ficou tão furiosa com o sequestro que, para vingar-se da bruxa, além de tirar-lhe todos os poderes, deixou os pés dela fincados no chão da praça central do condado. As crianças iam passear pela praça aos sábados, só para rirem da bruxa que as praguejava.

− Malditas crianças.

Após cinco anos com os pés fincados no chão da praça e também sem comer nada, a bruxa pôs-se a chorar. Um enorme barulho de trator, produzido por sua barriga com fome, chamou a atenção de uma boa fada que passeava por aquelas bandas. Fada Mara era sensível e ficou comovida com a situação e quis saber o porquê da bruxa estar chorando tanto:

– Estou chorando porque faz cinco anos que não provo nada! Disse a bruxa, com falsa delicadeza. 

− Puxa, deve ser por isso que a sua barriga faz esse ronco tão alto. Vou fazer um bolo de chocolate para você. Disse a fada Mara. 

Mas a bruxa detestava chocolate. Na verdade, ela queria comer uma torta de criança trufada, mas, disfarçou, dizendo: 

– Não preciso de bolo, minha querida. Só lhe peço para tirar esse feitiço dos meus pés, por favor!

Porém, na lei do condado, quando uma bruxa é enfeitiçada, é sempre por motivo de vingança e o feitiço só pode ser removido com a autorização de Mago Mor, o rei dos feiticeiros. Fada Mara pegou seu Smartphone e chamou-lhe no Chat. Misteriosamente, o feitiço foi removido da bruxa e fada Mara partiu. Graças a Mago Mor, bruxa Creonice agora estava com os pés soltos. E, no sábado, quando as crianças se aproximaram da praça central para rirem da bruxa, ela disse: 

− Olá crianças! O que é que eu sou mesmo? 

– Uma bruxa! – Responderam as crianças. 

– Sim e está bem na hora do meu almoço. E o que é que todas as bruxas comem? 

− “Crianças! ” – Responderam, ingenuamente. 

Neste momento, a bruxa lambeu os lábios e disse que ia almoçar a criança mais bagunceira daquele condado. Rapidamente as crianças apontaram para o jovem Leandro, que estava distraído puxando o rabo do gato Mafaldo. No entanto, ao dar o primeiro passo na direção do menino, ouviu-se um estampido e Boom!!! A verruga do nariz da bruxa começou a crescer e foi ficando enorme. A verruga cresceu tanto que ocupou toda a frente dos seus olhos, deixando a bruxa completamente cega. O menino Leandro aproveitou o momento de crescimento da verruga e deu no pé. Com aquele verrugão no nariz, a bruxa ficou muito esquisita. Ela podia sentir o cheiro das crianças, mas não conseguia ver nada. As crianças não podiam fazer nenhum barulho que a bruxa ouvia e corria atrás. E todo o condado ficou em silêncio.

E o silêncio no condado reinou por cinco anos e só era interrompido por causa do barulho que fazia a barriga da bruxa. Teve uma vez, que sua barriga roncou tão alto, que chamou a atenção da fada Cristina. Esta fada estava indo visitar uma tia que morava ao norte do condado, mas, sentiu pena da bruxa quando a viu e quis saber o porquê da barriga da bruxa roncar tão alto. Bruxa Creonice, com os dedos cruzados de fingimento, disse para a fada Cristina que era uma pessoa muito triste e comentou:

− Sempre quis ver as flores do condado de Vermontite, a lua, o mar, as gotas cintilantes da chuva, o brilho quentinho do sol, as sete cores do arco-íris e a beleza encantadora das fadas, mas essa enorme verruga no meu nariz impossibilita-me de ver - Fada Cristina comoveu-se profundamente e disse essas palavrinhas mágicas:

− “Zan zi bar, a verruga vai murchar! ” – E, então, a verruga começou a diminuir e foi diminuindo, até ficar mínima. Fada Cristina despediu-se da bruxa e seguiu sua viagem.

No sábado, as crianças se aproximaram da bruxa sem fazer barulho e levaram o maior susto quando viram que a bruxa estava sem verruga. E, então a bruxa disse-lhes: 

− Olá crianças! Repararam que eu não tenho mais verruga? E, o que é que eu sou mesmo? 

– “Uma bruxa! ” – Responderam as crianças. 

- Isso mesmo, eu sou uma bruxa e está bem na hora do meu almoço. O que é que todas as bruxas comem mesmo? 

− “Crianças! ” 

− Isso mesmo, delicinhas. Bruxas comem crianças. E, o que é que vocês todas são? 

– “Crianças! ” - Nesse instante, a bruxa lambeu os seus lábios e com os olhos esbugalhados de fome, disse que queria comer a criança mais velha daquele condado. Dessa vez, apontaram para a menina Cidinha que saiu em desabalada carreira. A bruxa correu atrás dela... quando a encurralou na cerca da trepadeira, lambeu novamente os seus lábios. Um grande estalo de relâmpago ocorreu! Os lábios da bruxa ficaram grudados. Cidinha aproveitou que os lábios da bruxa grudaram e correu, escapando das suas garras. A partir de agora, a bruxa só conseguia dizer: - Hum! Hum! Hum! (E passaram-se mais cinco anos e seus lábios não desgrudaram).

Fada Hortência, vindo de muito longe, resolveu passar pelo condado e ao ver a bruxa chorando, perguntou-lhe: 

− Por que estás chorando? 

– Hum! Hum! Hum! - Respondeu a bruxa. 

– Você está com a boca colada? – Vou ajudá-la com isso. 

Fada Hortência disse essas palavrinhas mágicas: 

– “Zip Zip Zap, a boquinha vai falar”. No mesmo instante os lábios da bruxa descolaram. Fada Hortência despediu-se e partiu. As crianças viram, de longe, aquela cena e gritaram de medo da bruxa. 

− Por que vocês estão gritando, crianças? Vocês sabem quem eu sou? 

− Sim, a bruxa má! – Responderam as crianças em coro. 

– Isso mesmo, sou a bruxa má e estou com muita fome e está bem na hora do almoço. O que é que todas as bruxas más comem? 

– “Crianças! ” Responderam, entreolhando-se. 

− Isso mesmo, bruxas más comem crianças. E o que é que vocês são? 

– “Crianças! ” - Bruxa Creonice lambeu seus lábios e após conferir que eles não estavam grudados, disse que iria almoçar a criança que ficasse parada. E foi aquela correria... E a bruxa atrás... ela conseguiu encurralar uma criança, mas quando foi tocá-la, um campo de força eletromagnética formou-se ao redor da criança e ao encostar a mão, levou um choque tão grande que chamuscou os seus cabelos. Mas, a bruxa estava com tanta fome que resolveu insistir... Correu atrás de outra criança até alcançá-la, mas, quando foi pegar em seu pescoço, outro campo de força eletromagnética formou-se. E assim foi acontecendo sucessivamente... toda criança que a bruxa tentava encostar a mão, aparecia o campo de força eletromagnética e ela levava choque.

E, assim, todas as crianças, daquele condado ficaram protegidas para sempre dos males de bruxa Creonice que nunca mais conseguiu assustar nem uma mosca. Agora, era ela que se assustava quando via uma criança. 

Azul, o passarinho, após ser liberto do cativeiro da bruxa má, tornou-se o protetor das crianças do condado de Vermontite. Ele recebeu o título de: "Azul, o Grande Protetor das crianças do Condado de Vermontite", por Mago Mor, o rei dos feiticeiros, quando conversou com Fada Mara pelo Chat. E, toda vez que as crianças precisassem de socorro, Azul, o passarinho, estaria a postos para salvá-las. 


Fim.
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Autor: Álvaro Pensativo

sexta-feira, 6 de março de 2015

"CRIANÇA NÃO TEM CONTAS A PAGAR".

Onofre W. Johnson
"CRIANÇA NÃO TEM CONTAS A PAGAR".
Por: Onofre W. Johnson

Hoje eu vi uma criança (um menino) orando e chorando na igreja [...] Ele clamava aos céus de uma maneira tão convincente, como se realmente quisesse obter alguma resposta de lá. Fiquei pensando sobre o que estaria se passando em seu lar, com seus pais, seus irmãos. Ele estava ali, ajoelhado, debruçado no banco à minha frente, tentando estabelecer um diálogo com o Senhor. Essa situação fez-me imaginar uma porção de perguntas sobre esta criança. Como será que essa criança imagina ser Deus? Será que ele pensa que Deus é um homem velho e sisudo, que não ama as crianças? [...] Imaginava isso, enquanto os meus olhos se enchiam de lágrimas... Entretanto, agora eu estava chorando mais do que o menino... Queria tanto que Deus ouvisse a oração daquele pequeno que não merecia ter nenhum problema insolúvel. Queria que ele fosse uma criança normal, que confiasse na sua mãe, no seu pai, que fosse para a escola e tirasse notas boas, como todas as crianças normais. As perguntas foram surgindo na minha mente: Será que o seu pai bate na sua mãe? Será que o seu pai está desempregado? Será que a mãe lhe contou que o pai não presta? Será que seu pai está preso? Ou morto? Será que ele não tem nem mãe e nem pai e mora com os avós?
Porque, naquele exato momento, ele poderia estar no banheiro da igreja, dando descarga, ou se olhando no espelho ou abrindo as torneiras automáticas, ou subindo nas cadeira para ver o tanque batismal, como todas as outras crianças, mas não! Estava ali, ajoelhado e chorando bravamente! Orando a Deus!
Porém, o que o fazia chorar? Eu poderia ter perguntado isso a ele, mas não queria interromper a sua comunhão com Deus. Resolvi então, perguntar para Deus o porquê daquela criança estar chorando tanto assim? Não obtive nenhuma resposta, então pedi para Deus me acalmar, pois eu já chorava descontroladamente. Foi neste momento que comecei a me lembrar da minha infância, das surras que tomei dos meus pais (algumas injustas), da saudade sofrida que eu tive da minha mãe que saia para trabalhar e demorava tanto para retornar. Lembrei-me do quanto o meu pai era violento, comigo e com os meus irmãos mais velhos. 
Criança não deveria ter problema. Criança não tem contas a pagar.
E as perguntas não paravam de surgir: Será que o menino foi estuprado? Será que ele estava sendo ameaçado por algum adulto malvado? Que Deus tenha misericórdia de todos nós, mas principalmente das frágeis crianças, em nome de Jesus, amém!
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Texto de Onofre W. Johnson
Escrito em 29/04/2014

_______ É isso aí... (Outra maneira de dizer amém) _______

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terça-feira, 3 de março de 2015

"A FÁBULA DOS PORCOS ASSADOS".

Certa vez, aconteceu um incêndio num bosque onde se encontravam alguns porcos. Estes foram assados pelo incêndio. Os homens, acostumados a comer carne crua, experimentaram os porcos assados e acharam deliciosos. Logo, toda vez que queriam comer carne assada incendiavam o bosque...

O sistema foi desenvolvido e aperfeiçoado. Mas nem sempre as coisas iam bem: às vezes os animais ficavam queimados ou parcialmente crus; outras, de tal maneira, queimados que era impossível utilizá-los. Como era um procedimento montado em grande escala, isso preocupava muito a todos, porque, se o Sistema falhava, as perdas ocasionadas eram igualmente grandes. Milhões de pessoas alimentavam-se só de carne assada e também muitos eram os que tinham ocupação nessa tarefa. Portanto, o Sistema simplesmente não devia falhar. Mas, curiosamente, à medida que se fazia em maiores escalas, mais parecia falhar e maiores perdas pareciam causar.

Em razão das deficiências, aumentavam as queixas. Já era um clamor geral a necessidade de se reformar profundamente o Sistema. Tanto assim que, todos os anos, realizavam-se congressos, seminários, conferências e jornadas para achar a solução. Mas parece que não acertavam o melhoramento do mecanismo, porque no ano seguinte repetiam-se os congressos, os seminários, as conferências e as jornadas. E assim sempre.

A causa do fracasso do Sistema, segundo os especialistas, podia ser atribuída ou à indisciplina dos porcos, que não permaneciam onde deviam, ou à inconstante natureza do fogo, difícil de controlar, ou às árvores excessivamente verdes, ou à umidade da terra, ou ao serviço de informações meteorológicas que não acertava o lugar, o momento e a quantidade de chuva, ou...

Como se vê, as causas eram difíceis de determinar, porque na verdade, o Sistema para assar os porcos era muito complexo. Fora montada uma grande estrutura; uma enorme maquinaria com inúmeras variáveis tinha sido institucionalizada. Havia indivíduos dedicados a acender – os incendiadores – que, ao mesmo tempo, eram especialistas de setores. Havia incendiadores da Zona

Norte, da Zona Oeste, etc., incendiadores noturnos, diurnos, com especialização matutina e vespertina, incendiadores de verão, inverno, com disputas jurídicas sobre o outono e a primavera.

Havia especialista em vento, os anemotécnicos, um Diretor Geral de Assamento e Alimentação Assada, um Diretor de Técnicas Ígneas ( com seu conselho geral de assessores), um Administrador Geral de Florestação Incendiável, uma Comissão Nacional de Treinamento Profissional em Porcologia, um Instituto Superior de Cultura e Técnicas Alimentícias (ISCUTA) e o BODRIO (Bureau Orientador de Reformas Ígneo-Operativas).

O BODRIO era tão grande, que tinha um inspetor de reformas para cada 7.000 porcos, aproximadamente. E era precisamente o BODRIO que propiciava anualmente os congressos, os seminários, as conferências e as jornadas. Mas isto só parecia servir para incrementar o BODRIO em burocracia. Tinha se projetado e encontrava-se em pleno crescimento a formação de novos bosques e selvas, seguindo as últimas indicações técnicas, em regiões escolhidas segundo determinada orientação, onde os ventos não soprassem mais de 3 horas seguidas e houvesse reduzida porcentagem de umidade. Havia milhões de pessoas trabalhando na preparação dos bosques a serem incendiados.

Alguns especialistas eram enviados para a Europa e os EUA, com a missão de estudar a importação das melhores madeiras, árvores, sementes, fogos melhores e mais potentes, além de pesquisar ideias operativas, por exemplo, como fazer buracos para que neles caíssem os porcos. Havia também grandes instalações para manter os porcos antes do incêndio, mecanismos para deixá-los sair no momento oportuno, técnicos em sua alimentação, etc. Havia construções de estábulos para porcos, professores formadores de especialistas na construção de estábulos para porcos, universidades que preparavam os professores formadores dos especialistas na construção dos estábulos para porcos, fundações que apoiavam os investigadores que davam o fruto do seu trabalho às universidades que preparavam os professores formadores na construção de estábulo para porcos, etc.

As soluções que os congressos sugeriam eram, por exemplo, aplicar triangularmente o fogo após Va -1 pela velocidade do vento sul, soltar os porcos 15 minutos antes que o fogo-promédio da floresta alcançasse 47°; outros diziam que era necessário instalar grandes ventiladores que serviriam para orientar a direção do fogo e assim por diante. Poucos especialistas estavam de acordo entre si e cada um tinha investigações e dados para provar suas afirmações.

Um dia, um investigador da categoria SO/DM/VCH , chamado João Bonsenso falou que o problema era muito fácil de se resolver. Tudo consistia, segundo ele, primeiramente, em matar o porco escolhido, limpando e cortando adequadamente o animal e colocando-o, posteriormente, numa jaula metálica ou armação sobre brasas, até que o efeito do calor e não das chamas, o assasse ao ponto.

Ciente, o Diretor Geral de Assamento mandou chamá-lo e perguntou que coisa esquisita ele andava falando por ali. Depois de ouvi-lo, disse-lhe:

- O que o senhor fala está bem, somente na teoria. Não vai dar certo na prática. Pior ainda, é impraticável. Vamos ver: o que o senhor faria com os anemotécnicos , no caso de se adotar o que está sugerindo?

- Não sei, respondeu João. 

- Aonde vai por os acendedores das diversas especialidades?

- Não sei.

- E os indivíduos que foram ao estrangeiro para se especializar durante anos e cuja formação custou tanto ao país? Vou pô-los para limpar porquinhos?

- Não sei.

- E os que têm se especializado todos esses anos em participar dos congressos, seminários e jornadas para a Reforma e Melhoramentos do Sistema? Se o que você fala resolve tudo, que faço com eles?

- Não sei.

- O senhor percebe agora que a sua solução não é aquela de que todos nós necessitamos? O senhor acredita que, se tudo fosse tão simples, os nossos especialistas não teriam achado a solução antes? Veja só! Que autores falam isso? Que autoridade há para avaliar sua sugestão? O senhor, por certo, imagina que eu posso dizer aos engenheiros em anemotécnica que é questão de por brasinhas sem chamas! O que eu faço com os bosques já preparados, no ponto de serem queimados, que somente possuem madeira apta para fogo-em-conjunto, cujas árvores não produzem frutos, cuja falta de folhas faz com que não prestem para dar sombras? O que faço? Diga-me!!!

- Não sei.

- O que faço com a Comissão Redatora de Programas Assados, com seus Departamentos de Classificação e Seleção de Porcos, com a Arquitetura Funcional de Estábulos, estatística, população, etc. ?

- Não sei.

- Diga-me: o Engenheiro em Porcopirotecnia, o Sr. J.C da Figuração, não é uma extraordinária personalidade científica?

- Sim, parece que sim.

- Bem, o simples fato de possuir valiosos e extraordinários engenheiros em Porcopirotecnia indica que o Sistema é bom. E que faço com indivíduos tão valiosos?

- Não sei.

- Viu? O senhor tem é que trazer solução para certos problemas: como fazer melhores anemotécnicos, como conseguir mais rápidos acendedores do Oeste (que é a nossa maior dificuldade), como fazer estábulos de oito andares ou mais, em lugar de somente sete, como até agora. Tem que melhorar o que temos e não mudá-lo. Traga-me uma proposta para que nossos bolsistas na Europa custem menos, ou mostre-me como fazer uma boa revista para análise profunda do problema da Reforma do Assamento. É disso que necessitamos. É disso que o país necessita. Ao senhor falta sensatez, senso – comum! Diga-me, por exemplo, o que faço com meu bom amigo (e parente), o Presidente da Comissão para o Estudo de Aproveitamento Integral dos Resíduos dos Ex-Bosques?

- Realmente, estou perplexo! - falou João.

- Bem, agora que conhece bem o problema, não diga por aí que o senhor conserta tudo. Agora, o senhor vê que o problema é mais sério e não tão simples como o senhor imaginava. Tanto os de baixo como os de fora dizem: “Eu conserto tudo”. Mas tem que estar dentro para conhecer os problemas e saber das dificuldades. Agora, cá entre nós, recomendo-lhe que não insista com sua ideia, porque isso poderia trazer problemas para o senhor no seu cargo. Não por mim! Eu falo pelo seu próprio bem, porque eu o compreendo, entendo seu posicionamento, mas o senhor sabe que pode encontrar outro superior menos compreensivo. O senhor sabe como são, às vezes, não é?

João Bonsenso, coitado, não falou um “A”. Sem despedir-se, meio assustado e meio atordoado com a sensação de estar caminhando de cabeça para baixo, saiu e nunca mais ninguém o viu. Não se sabe para onde foi. Por isso é que, até hoje, é costume dizer que, na tarefa de reforma e melhoria do Sistema, falta o bom senso.


Artigo originalmente publicado em: Juicio de la Escuela, CIRIGLIANO, F. T.. Editorial Humanitas, Buenos Aires, 1976.
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É isso aí... (Outra maneira de dizer amém)