sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

"CULTOS SIMULTÂNEOS/2013 - IEQ - JD. SÃO PAULO - GUAIANASES"

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(Mateus 28.19-20)
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

O que são "Cultos Simultâneos"?
São Cultos realizados no mesmo dia e horário com o objetivo de levar a Palavra e a bênção de Deus para dentro dos lares que abrem as portas para o Evangelho. Esses "Cultos" tem no máximo 50 minutos de duração e acontece sempre nas quartas-feiras.
Então, toda quarta-feira, uma equipe de fé visita os lares, enquanto outra equipe de intercessores fica na Igreja, intercedendo pelos lares e pela equipe de fé.
Mas não é só isso!!! Todos os domingos, das 08h00 às 12h00, um grupo entra em Consagração (Jejum e oração a Deus) para interceder por esse trabalho nos lares. É dessa Consagração do domingo que sai a revelação da Palavra que será ministrada na quarta-feira, realizando assim os "Cultos Simultâneos" propriamente dito.
Cultos Simultâneos na verdade são "Cultos de Avivamento" e tem alcançado dezenas de almas para Jesus.
Veja só o resultado deste ano (2013):

A 1ª edição foi de Março à Maio de 2013:
Com 21 líderes, foram abertos 10 lares, 9 intercessores.
19 almas aceitaram a Cristo como salvador, 17 reconciliaram, 40 foram alcançadas, 36 foram batizadas nas Águas no mês de Junho e 77 almas compareceram no Encerramento.

A 2ª edição: Junho à Agosto de 2013:
Com 25 líderes, 20 lares foram abertos, 40 intercessores.
 16 almas aceitaram a Cristo como salvador, 78 foram alcançadas, neste período não houve batismo e 93 almas compareceram no Encerramento.

A 3ª edição: Setembro a Dezembro de 2013:
30 líderes, 25 lares, 15 intercessores.
12 pessoas foram batizadas, 32 almas alcançadas e 42 almas no Encerramento.

Ou seja: Em 2013, esse trabalho envolveu 212 pessoas em 55 lares, sendo que 150 pessoas foram alcançadas, 48 almas desceram as Águas do Batismo no ano de 2013, somente através dos "Culto Simultâneos".

Veja como valeu a pena abrir as portas dos lares e convidar vizinhos, amigos e parentes para ouvir o Evangelho: 55 lares abriram as portas, 150 almas foram alcançadas, uma média de 3 almas por lar.

Ah!!! Quando a Igreja do Senhor despertar e reconhecer que esta é a oportunidade de um
 "Grande Avivamento" da obra do Senhor.

55 lares   = 150 almas em 2013
Média de 3 almas ganhas, por lar:

Meta:

100 lares = 300 almas em 2014
200 lares = 600 almas em 2015 

1050 almas em 3 anos. É mais que o dobro de almas que a Igreja ganhou em 23 anos de trabalho. 
Pense nisso com fé e oração, Igreja.

A 4ª edição dos "Cultos Simultâneos" começará no dia 15 de Janeiro de 2014. 
Então, abra a porta do seu lar ou venha ser um pregador do Evangelho, ou intercessor desse trabalho que nasceu no coração de Deus. 
No ano de 2013, dezenas de pessoas jogaram ídolos no lixo, almas foram curadas, viciados foram libertos. Imagina o que mais o Senhor pode fazer se você trabalhar em unidade com a sua Igreja. 
Um dia por semana, 50 minutos na quarta-feira à noite, das 20h00 às 20h50, pode fazer a maior diferença na vida daquele que ouve a Palavra de Deus.

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 Confira fotos do resultado desses "Cultos Simultâneos":

Fotos do último Batismo nas Águas realizado no Sítio São Paulo/Suzano em 28/11/2013.
12 almas desceram às Águas do Batismo através desse trabalho. 
Pr. Francisco Rodrigues dos Santos
A 4ª edição dos "Cultos Simultâneos" começará no dia 15 de Janeiro de 2014. 
Para maiores informações sobre esses "Cultos Simultâneos", procure o Ir. Marcelo de Jesus (Obreiro credenciado) e diga que você deseja fazer parte dessa família. Ele lhe dirá tudo que precisa saber.

(Mateus 28.19-20)
Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. 

Realização:
IEQ - JD. SÃO PAULO - GUAIANASES 
Apoio: Rev.º Francisco Rodrigues e Obr.º Marcelo de Jesus
Fotos: IEQ - Jd. São Paulo - Guaianases

Texto de: Álvaro João dos Santos
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domingo, 24 de novembro de 2013

"MANIFESTAÇÃO E VANDALISMO"

REDAÇÃO
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TEMA: "Manifestação e Vandalismo"



Não se pode negar que as manifestações ocorridas neste ano de 2013, sacudiu este país de dimensão continental. Pudemos perceber a expressão de preocupação no rosto das nossas autoridades, inclusive, das pessoas mais velhas, pois na minha opinião, os mais velhos já assistiram tanta coisa neste país e mesmo assim, vi seus rostos preocupados.

Não recebi nenhuma notícia do exterior, para saber deles se as manifestações foram positivas ou negativas, principalmente, os Estados Unidos e Europa. 
Apesar de não ter participado ativamente nas ruas de nenhuma manifestação, não as condenei, inclusive elogiei muito as diretrizes dos manifestantes que, basicamente sucederam através das redes sociais.

Eles protestaram contra tudo aquilo que eu acredito estar fora do controle, como por exemplo: O aumento das tarifas dos transportes coletivos. Nunca se viu tanto abuso nessa área. As pessoas superlotam os ônibus, trens e metrô da cidade de São Paulo e o atendimento é precário. Deveriam baixar as tarifas ao invés de aumentar.

Por outro lado, aproveitadores e oportunistas, partiram para uma prática que não agradou a ninguém. Nada justifica as pessoas irem até a prefeitura para depredá-la. Nada justifica atear fogo em ônibus, colocando em risco a vida das pessoas. Paralisaram rodovias importantes da capital, fizeram arrastões em lojas, restaurantes... Isso é vandalismo! e isso desfaz todo o processo de democratização, pois, o Estado precisa usar a força para coibir essas pessoas que são uma minoria que não representou a insatisfação dos manifestantes. Eles precisam ser identificados e presos, sem honrarias. Uma pessoa honrada precisa salvar a cidade ou o cidadão e não destruí-los. Os políticos também vandalizam e deveriam ser tratados como vândalos, pois roubar dinheiro do povo deveria ser crime hediondo.

Enfim, não fui a nenhuma passeata, mas estava aqui, torcendo pelo meu país. Quero ver o Brasil melhor e demonstrar que através dessa união, podemos fazer coisas ilimitadas, podemos até diminuir essa discrepância de classes sociais e exigir escolas de boa qualidade, hospitais com atendimento de boa qualidade para todos, igual aos hospitais dos ricos.

Texto escrito por Álvaro João dos Santos, em 20/07/2013 - Exigido no Vestibular para ingressar no Curso de Pedagogia da Faculdade Guaianás/SP. 

Texto de: Álvaro João dos Santos
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

"DÚVIDA METÓDICA DE RENÉ DESCARTES. (COGITO, ERGO SUM)”.


DÚVIDA METÓDICA DE RENÉ DESCARTES.

“COGITO, ERGO SUM”.



"Penso, logo existo".

1 DÚVIDA METÓDICA DE RENÉ DESCARTES - “COGITO, ERGO SUM” PENSO, LOGO EXISTO.

Essa frase “Cogito, ergo sum”, não veio de uma “revelação iluminada”, nem mesmo foi criada por “inspiração” de alguém que acordou pela manhã e olhou para um ponto fixo na parede e, como não tinha nada a dizer, disse: Penso, logo existo. Essa frase foi a conclusão certa e segura da pesquisa científica de René Descartes sobre  a Teoria do Conhecimento.
René Descartes (1596-1650), nascido em La Haye, Tauraine na França e falecido em Estocolmo, na Suécia, onde dava aulas de filosofia e de ciências à rainha Cristina. Se tornaria um dos filósofos mais importantes do século XVII e XVIII, influenciando a formação e o desenvolvimento da filosofia moderna, destacando o texto “Meditações metafísicas”, sua obra filosófica mais importante. Grandes filósofos como Locke, Hume e Kant utilizaram suas teorias e princípios. Por estas razões, ele é frequentemente chamado de o pai da filosofia moderna.

2 DÚVIDA HIPERBÓLICA


Seu ponto de partida para a frase em estudo consistiu-se em adotar a posição cética, radicalizando ao ponto de levar às suas últimas consequências para então mostrar ao adversário que se trata de uma posição insustentável, descartando tudo que não tiver uma fonte confiável, surgindo assim a dúvida hiperbólica (Exagerada). Toda a filosofia posterior sofreu influência do filósofo, assumindo uma tendência idealista, isto é, uma tendência a valorizar a atividade do sujeito pensante em relação ao objeto pensado.
Descartes foi um racionalista convicto e recomendava que desconfiássemos das percepções sensoriais (audição, tato, paladar, olfato, visão), dos sonhos e da imaginação, pois seriam responsáveis por frequentes erros do conhecimento humano, são verossímeis (que parece verdadeiro). Dizia que “o verdadeiro conhecimento das coisas externas devia ser conseguido através do trabalho lógico da mente”. Para Descartes, o conhecimento tem que ser o conhecimento certo e sua essência do método consiste em começar com preposições que podem ser intuídas como claras e verdadeiras para deduzir delas o resultado passo a passo.
Os ingredientes são dois:  Intuição e Dedução.
Intuição: A capacidade de perceber diretamente, pela mente a verdade simples.
Ex: O triângulo tem três lados. É fácil observar essa verdade pelo que Descartes chamava de  “luz natural da razão”.
Dedução: A capacidade de mover a verdade simples para outra verdade, quando a primeira implica na segunda.
Ou seja, intuição é tudo de uma vez, enquanto dedução, segundo Descartes é como a intuição em movimento, é sucessiva. Ele dizia:
“O menor motivo de dúvida que for encontrado bastará para rejeitar todas. E para isso, não é necessário que examine cada uma em particular, o que seria um trabalho infinito, mas cisto que a ruína dos alicerces carrega consigo todo o resto do edifício, dedicar-me-ei inicialmente aos princípios sobre os quais todas as minhas antigas opiniões estavam apoiadas”. (DESCARTES).
Porém, isso lhe trouxe um problema, pois ele pensava na intuição como uma capacidade inata (ideias que nascem com as pessoas)  e assumiu que ela é confiável de modo que o intelecto não pode cometer erros se for usado corretamente. Porém, Descartes era receoso da censura religiosa, por causa da condenação de Galileu Galilei e muitas outras coisas, o que pode ter ocasionado uma não publicação do aprofundamento desse seu trabalho, tendo como consequência a posteriore, que suas ideias foram contestadas pelo filósofo John Locke que mostrou que a nossa capacidade é empírica (ideias adquiridas através da experiência das sentidos) e por isso não poderia ser inata.

3 O COGITO


Descartes acreditava que a natureza funcionava como uma máquina e tudo o que existe nela poderia ser traduzida em equações, contudo, antes precisou encontrar um ponto de apoio firme. Procurou derrubar velhas crenças e falsas opiniões e impressões enganosas e começou a duvidar de tudo que acreditava e então pensou:
“Como posso ter certeza de que eu estou aqui sentado diante do fogo? ...Como posso ter certeza de que essas mãos são minhas? ... Os loucos chegam a acreditar que são reis e quantas vezes eu sonhei que estava nessa cadeira, vestindo essa roupa... Mas mesmo sonhando, devo admitir que dois mais dois são quatro e que um quadrado tem quatro lados. Será que eu encontrei uma verdade? ... Mas e se um Deus enganador, se um gênio maligno colocou todas essas verdades em minha cabeça? ... Como posso ter certeza de que tudo isso é um engano?”. (de Vivianne Mosé sobre Descartes)
 Depois de derrubar todas as falsas impressões, Descartes chegou a seguinte conclusão:
“Posso duvidar de tudo, mas tenho a certeza de que estou aqui, pensando, duvidando. Sou uma coisa que duvida, que pensa: Cogito, ergo sum/Penso, logo existo”.
Debaixo dos escombros, Descartes encontrou um ser que pensa, que usa a razão. A verdade não estava mais no saber dos grandes mestres. A razão é o único instrumento que o homem poderia utilizar para entender o mundo. A única coisa confiável. A partir daí, Descartes reconstruiu toda a sua visão do Universo e isso representou uma revolução na História do pensamento.


4 O MÉTODO CARTESIANO


O Método de Descartes foi proceder de forma matemática, primeiro estabelecendo os princípios fundamentais, para a seguir derivar deles suas consequências. Dessa forma, utiliza-se o método rigoroso do raciocínio matemático, ele esperava construir, “sobre bases firmes e sólidas”, um edifício filosófico que ficasse imune à controvérsia fútil que havia caracterizado a filosofia que aprendera na escola.
Também consiste o método, na realização de quatro tarefas básicas:
Certificar-se se existem evidências reais e que não deixem dúvidas acerca do objeto de estudo. Isso significa em não aceitar algo como verdadeiro sem conhecê-lo de fato, isto é, evitar com cuidado qualquer opinião ou engano a ponto de excluir qualquer possibilidade de dúvida.
Dividir ao máximo as coisas, em suas unidades, e estudar as partes mais simples que surgirem. Trata-se de dividir o problema em tantas partes quantas fossem necessárias para melhor poder resolvê-lo.
Sintetizar e conduzir por ordem os meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de conhecer, para subir pouco a pouco, gradualmente, até o conhecimento dos mais compostos; e admitindo uma ordem mesmo com aqueles que não apresentam nenhuma ligação entre si.
Enumerar todas as conclusões e princípios utilizados, a fim de manter a ordem do pensamento, ou seja, fazer enumerações tão completas, e revisões tão gerais, que tivesse certeza de nada ter omitido.




CONCLUSÃO

Enfim, quem pode garantir que a verdade imutável que Descartes tanto defendeu, não seja uma ilusão?
É possível que o mais interessante de toda essa história não esteja na conclusão, mas sim no caminho que o filósofo percorreu até chegar à ela, o caminho da “dúvida”. Será que o “eu” é um lugar firme e seguro, capaz de sustentar a verdade? Temos muitas dúvidas e poucas certezas.
Enfim, podemos deduzir que a dúvida existe para o bem do conhecimento, afinal de contas, só se pode aprender de fato, porque existe a dúvida e se não fosse a dúvida, não aprenderíamos mais nada.

Escrito por Álvaro João dos Santos
*Trabalho de Aproveitamento da disciplina Filosofia da Educação exigido pela Prof.º Edson Ortiz/FAG - Faculdade Guaianás.

REFERÊNCIAS WEBGRÁFICAS


1 Resenha da obra: o discurso do método. Disponível em:<Pas2jk.wordpress.com /2011/09/27/ resenha-da-obra-o-discurso-do-metodo---rene-descartes/>. Acesso em: 17 de nov de 2013.
2 Vídeo de Claudio Costa. Disponível em:< youtube.com/watch?V=WB3crKmG4>. Acesso em: 17 de nov de 2013.
3 Vídeo de Viviane Mosé: Disponível em:<youtube.com/watch?V=rgJcomdggGw.>. Acesso em: 19 de nov de 2013.
4 Método Cartesiano. Disponível em:<www.psicoloucos.com /ReneDescartes/ metodo-cartesiano>. Acesso em: 20 de nov de 2013

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sábado, 16 de novembro de 2013

RESENHA II - FILME "CENTRAL DO BRASIL"




RESENHA DO FILME “CENTRAL DO BRASIL”.



Ao escrever sobre o filme “Central do Brasil”, de Walter Salles, deve-se atentar para o reconhecimento da qualidade do filme, pois fora vencedor de vários prêmios importantes no exterior, inclusive indicado ao “Oscar” de melhor filme estrangeiro. O Filme é de 1998 e acontece em uma estação de trem que tem o nome “Central do Brasil” e fica na cidade do Rio de Janeiro.

Josué (Vinícius de Oliveira), entre tantas e tantas crianças que vivem sem a presença do pai, retrata mais um caso de família desestruturada e pobre. Só que agora se vê sem mãe que morreu em um acidente de ônibus, em frente a estação de trens Central do Brasil.

Sozinho na vida, agora Josué recebe a ajuda de Dora (Fernanda Montenegro), uma professora aposentada que para “ajudar” no orçamento doméstico, trabalha todos os dias na estação de trens, como escrevente de cartas para analfabetos.

Dora não é uma mulher de bom caráter e seus “clientes” nem imaginam que ela não envia as cartas deles. Essas cartas são escritas por Dora e as pessoas tinham tanta confiança nela que, ao invés de ficarem com as cartas para eles mesmos colocarem no Correio, deixavam a tarefa para ela, na confiança típica de alguém que, por não saber ler e escrever, confia na professora, que para a época era como uma “segunda mãe”. Esse deve ser o papel do professor na sociedade. As pessoas ainda acreditam na honestidade do professor como autoridade do saber e do ensinar e por isso deve-se prezar pela moral e os bons costumes ao exercer a profissão de professora. As pessoas tentarão imitá-la, pois confiam nela como se fosse realmente uma “segunda mãe”.

Dora resolve ajudar a criança órfã só depois de uma crise de consciência provocada pela vizinha (Marília Pera) ao saber que ela havia negociado o menor para uma “possível” organização de tráfico internacional de crianças, por dois mil reais e Josué, “quem sabe”, poderia ter os seus órgãos roubados, ou uma outra coisa horrível. Dora, então, voltou ao local onde o havia deixado e resgatou Josué. Só que agora se viu em apuros, pois poderiam ir atrás dela e do menino para os matarem.

E daí por diante, assistiremos a uma longa viagem que começa no Rio de Janeiro, viajando milhares de quilômetros no solo brasileiro, uma verdadeira aventura até chegar à pequena cidade de Bom Jesus do Norte/Ba. Uma viagem que vai percorrer a vida inteira de Dora e também a vida do povo brasileiro abandonado pela pátria tão amada.

Central do Brasil é um filme que prende a atenção do início ao fim e retrata a vida de um povo muito sofrido, mas, sobretudo, um povo lutador. É um filme que tem a nossa “cara” e mostra a injustiça social discrepante que há no país e a tirania de algumas autoridades que ao resolver problemas de furtos, até matam, como se houvesse uma espécie de justiça paralela.

            Enfim, é um filme que nos faz refletir sobre a necessidade de criar uma legislação na Educação que possa incluir todos os brasileiros para receber um ensino público de primeira qualidade e não somente para as elites. É preciso dar uma basta no analfabetismo e na “miséria social” e liberar condições reais de sobrevivência, sem precisar sacrificar tanto um povo que ainda não percebeu que a culpa disso tudo é o próprio Estado que o chama de “cidadão”.


QUESTÕES SOBRE O FILME "CENTRAL DO BRASIL".


I. Explique por que o título do filme possui um alcance metafórico.

É como se o Brasil inteiro passasse por ali. São pessoas de todas as partes do país com as mais variadas culturas, desventuras e desilusões. São pessoas anônimas, mas que podem representar o centro e a essência do nosso país.


II. Explique a materialização do discurso em Central do Brasil, levando em conta a oralidade.

São relatos de pessoas que se separaram dos entes queridos e não possuíam telefone para manter o contato, ou talvez fosse difícil se comunicar através desse meio de comunicação. E-mail, não existia, rede social, muito menos. Nesse contexto desesperador, a comunicação entre as pessoas era feita através das cartas, mas, como eram pessoas analfabetas, procuravam Dora que era uma escrevente de cartas para analfabetos. Dora era a única esperança de verbalizarem a comunicação com as pessoas que viviam longe. Só que o vocabulário das pessoas analfabetas é muito limitado, com muitos erros de português.


III. Como acontece a relação dialógica entre a escrevente e as pessoas que a procuravam?

Quando a mãe de Josué pediu para Dora escrever uma carta endereçada ao pai do menino, ela não conseguia se expressar direito, pois quem não lê e não escreve, também não consegue se expressar, por causa da dificuldade com a língua, então Dora tinha que se intrometer na fala da mulher e dava opinião em seus pensamentos e sentimentos. E assim fazia com todos os clientes.


IV. Os relatos das pessoas são considerados fiéis? Justifique.

Até poderiam ser fiéis se a escrevente colocasse no papel exatamente o que era ditado pelos analfabetos, porém ela escrevia as cartas sugerindo os seus próprios relatos, fazendo uso de suas próprias ideias.


V. Qual é a mensagem do filme “Central do Brasil?

Esse filme traz a desigualdade, como pano de fundo, mostrando a distância discrepante da classe dominadora e os dominados, ricos explorando pobres. Mostra o descaso das nossas autoridades com relação a exclusão de tantos brasileiros, que depois vivem uma vida medíocre em uma parte qualquer do país buscando a sobrevivência diária, quase sem perspectiva de melhoria na qualidade de vida. Mostra com fidelidade sobre como viver num país tão rico, tão grande, mas tão alheio aos problemas sociais.

Ficou um grande alerta para o Estado que poderia mudar a vida dos brasileiros, se fizesse uma legislação mais próxima dos pobres sem favorecer tanto as pessoas ricas, como, banqueiros, empresários e fazendeiros e senhores de engenhos modernos. Para a pedagogia, o grande desafio de se envolver cada vez mais com esta problemática em busca de caminhos vitoriosos e apontá-los para as autoridades e famílias na tentativa de minimizar cada vez mais essa ignorância que faz muito mal para a saúde do Brasil.



Série "Meus Textinhos" do 1° Semestre de Pedagogia.
Escrita em 16/11/2013 por Álvaro João dos Santos - Trabalho de Aproveitamento da disciplina “Técnicas de Leitura e Escrita” solicitado pela Prof.ª Claudinéia Alves da Faculdade Guaianás - FAG.

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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

RESENHA I - OFICINA DE LEITURA


RESENHA DO 1° CAPÍTULO DO LIVRO

"OFICINA DE LEITURA - TEORIA E PRÁTICA" 
De ANGELA KLEIMAN


Sobre o capítulo 1 do livro: Oficina de Leitura - Teoria e Prática", de Angela Kleiman, que traz informações sobre o binômio fantástico das palavras "leitura e aprendizagem", propondo uma nova articulação sugerida por Gianni Rodani, fazendo uma discussão delas, desconstruindo o seu sistema que tem sido violentado nas escolas, rendendo um novo entendimento, como por exemplo: Leitura da aprendizagem, a aprendizagem da leitura e a aprendizagem sobre a leitura.

Esse texto mostra algumas atividades realizadas nos anos 90, 91 e 92, com situações reais de estratégias de leitura para crianças alfabetizadas e adultos alfabetizados, indicando direções a serem seguidas pelo professor, ou um adulto que se propõe a ensinar letramento, levando em contra um reconhecimento de valores e crenças e até atitudes primárias. 

Um exemplo que nos chama a atenção, é o exercício de leitura de uma simples bula, onde por orientação da professora, alunos de alfabetização do supletivo, fizeram uma leitura que ficou marcada por desentendimento e resistência, pois até o catador de laranjas tornou-se porta-voz dos alunos, chamando os médicos de exploradores dos pobres, indicando total descrença em remédios de farmácia. Isso levou a professora a constatar que seria preciso haver uma discussão antes da leitura do texto, informando que era apenas uma leitura intelectual. 

Este livro, então, sugere um professor que lê, ou faça leituras esporádicas, mas não um especialista em leitura, no sentido que o objeto seja a formação inicial do leitor, fazendo com que este leitor seja um bom leitor, pois aborda textos de ciências, história e geografia, sem reduzir sua leitura na aula de português, para ter sucesso na escola com menor possibilidade de evasão escolar.

Série Meus Textinhos do 1° Semestre de Pedagogia
Trabalho de aproveitamento da disciplina Técnicas de Leitura e Escrita da Prof ª Claudinéia - FAG/Faculdade Guaianás.

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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"A RELAÇÃO DA ÁGUA ENTRE O PASSADO E O PRESENTE"


A RELAÇÃO DA ÁGUA ENTRE O PASSADO E O PRESENTE*


Quando eu era peixinho - Palavra Cantada

 Relatório sobre o Seminário apresentado em sala de aula.


Esse texto exibe resultados de interlocução sobre todos os grupos que apresentaram os seminários em sala de aula sobre o tema: Relação da água entre o passado e o presente, pois 2013 é o Ano Internacional da Água.

Pudemos observar cada apresentação, pois os integrantes do nosso grupo estiveram presentes em todas as apresentações, e notamos que os grupos tiveram excelentes desempenhos. Todos pesquisaram profundamente sobre a água e a sua importância para a humanidade, nos trazendo ilustrações, fotografias, poesias, músicas, camisetas decoradas, vídeos sobre o tema e até garrafas pet, além dos brindes, como: quebra cabeça, presentes feitos especialmente para o tema, que foram entregues para todos os alunos da sala. Notamos também, que vários grupos apresentaram um tema em comum, por ser talvez, o tema mais importante do seminário, que é: A Poluição da Água. 
Observamos o descaso das pessoas ao descartar óleo na pia da cozinha, achando que esse simples gesto não afeta em nada, porém, tudo que é jogado via ralo abaixo, vai parar no esgoto e quem receberá esse esgoto será o rio mais próximo da residência de cada um. Não é a toa que o Rio Tietê está desse “jeito”. Uma vergonha mundial! Um problema que poderia ser facilmente solucionado se tão somente nos conscientizássemos desse fato e a partir de então, começar a guardar este material (óleo) e entregar nos postos de arrecadação. Eles encaminham para a reciclagem, isso amenizaria em muito os índices de poluição nos rios. 
O grupo que apresentou sobre a cerveja. Como é que podem gastar tanta água para produzir um só litro de cerveja? Ficamos chocados! A cada dez litros de água, um só se transforma em cerveja, outros nove litros são desperdiçados. Outro grupo apresentou sobre as fontes de Água, descobrimos que tem a mesma quantidade de água doce desde a época dos dinossauros e porque que será que só agora os homens despertaram que poderá faltar se não souber como lidar com a redução da poluição? Vimos rios que fornecem água potável para todos e descobrimos que “bebemos” a própria água do Rio Tietê, claro que só bebemos dessa água depois que ela é purificada pelas ETAs (Estações de Tratamento de Água). Como custa caro e como são demorados esses processos de purificação! 
Como é incrível a viagem que a água faz por tubos até chegar às nossas torneiras, mas se a caixa d’água não estiver bem limpa, todo o processo de purificação não valeu de nada, ou seja, mais uma vez temos que ter o cuidado e a consciência de lavar as caixas d’águas pelo menos duas vezes por ano para poder beber da água purificada. 
Falaram da dessalinização da água do mar que é feita através das usinas que destilam a água salgada e já é utilizada em navios que ficam muito tempo longe do continente. Mostraram-nos também, a nascente do Rio Tietê, que fica em Salesópolis e ficamos encantados com a limpeza da água por lá, porém, quanta decepção, ao perceber que realmente são os cidadãos e as empresas que sujam um rio tão belo e cristalino.
 
Enfim, descobrimos através desse Seminário, que muitas medidas foram tomadas por parte do Estado, mas infelizmente, minimizar essa problemática não depende apenas das autoridades, depende de todos. Definitivamente, precisa haver uma conscientização mundial para que se possa deixar um legado de esperança à posteridade, para eles continuarem tendo água limpa e também para servir-lhes de exemplo para conservarem o mundo saudável, com abundância de água sem precisarem de guerra para controlar a água potável. Porque água é a vida!


*Trabalho de Aproveitamento da disciplina Seminários Temático exigido pela Prof.ª Claudia Alves de Castro.

*Texto de Álvaro João dos Santos



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domingo, 27 de outubro de 2013

"DESIGUALDADE SOCIAL - PARTE II - Texto refeito"



SEMINÁRIO DE SOCIOLOGIA
realizado em 25/10/2013

Antônio Gramsci 1891-1937

Texto refeito*:

Esse texto exibe resultados parciais sobre Gramsci e educação. Como fundador do Partido Comunista Italiano, estabeleceu uma unidade entre teoria e prática de Carl Marx, analisando que Marx tem uma concepção global do mundo para revigorar e transformar a sociedade através da imposição da “hegemonia”, conceito que fundamenta o pensamento de Gramsci. Por causa de sua ideias, foi preso e condenado a mais de vinte anos de prisão, onde escreveu 32 cadernos denominados, “Cartas do cárcere”. 

Olhando para essa desigualdade social, recorrente em nossos dias atuais, a Organização das Nações Unidas (ONU), pontua o Brasil com o terceiro pior índice de desigualdade no mundo. Com relação à distância que há entre pobres e ricos o Brasil empata com o Equador ficando atrás de Bolívia, Haiti, Madagáscar, Camarões, Tailândia e África do Sul. Segundo a ONU, se pegar como exemplo, um brasileiro que está na faixa mais pobre, ele teria que guardar tudo o que ganha durante três anos e quatro meses para chegar à renda mensal de um da faixa mais rica. Os pobres são dominados pela classe empregadora, e é claro que muita gente fica de fora, pois os ricos sempre se organizam e chegam à frente de todos. E agora, podemos dizer que a Sociedade está “doente”, e o que poderia curá-la? Recorremos à Sociologia, pois, pensadores como Gramsci trouxeram esperança real para um povo tão sofrido.

Antônio Gramsci começou sua vida sofrida nos campos de plantação na Sardenha, Itália, vivenciou uma situação difícil, pois o duro trabalho da foice (Campo) o lança a valorizar a vida e o trabalho do martelo (operariado). O que o fez analisar Marx, levando suas teorias a várias camadas da sociedade com o objetivo de converter em "norma de conduta" de vida para propiciar a concretização de uma "reforma intelectual e moral” indicando, portanto a concepção de uma “vontade coletiva” inspirada na solidariedade, extinguindo ou estreitando as diferenças sociais. A escola, para Gramsci possuía suma importância, pois seria a principal formadora de intelectuais. Propôs a “escola unitária” centrada na ideia de liberdade para que possam educar as massas, fazendo uma escola para todos e não somente para a elite. E é dentro desse raciocínio que Gramsci discute a organização de “escola humanista” acessível para o proletariado e não somente voltada para áreas técnicas e profissionais. Ele diz: 

“Escola que não hipoteque o futuro do jovem e não constranja a sua vontade, a sua inteligência, a sua consciência em formação a mover-se dentro de um trilho com direção pré-fixada. Uma escola de liberdade e de livre iniciativa e não uma escola de escravidão e mecanicidade”. (GRAMSCI, 1975, p. 82).

Enfim, Gramsci entende a desigualdade como uma grande injustiça social e se revolta contra o sistema preconceituoso difundido pela burguesia, se tornando dirigente espiritual das massas operárias italianas, para posteriormente, fundar o Partido Comunista. 

As suas preocupações com a educação de seus filhos e sobrinha, contribuíram para despertar nele a sua revolta contra o capitalismo fascista* de Mussolini. 

Em 1924, de Viena escreve a Júlia, sua esposa: 

"Eu fui acostumado pela vida solitária, que vivi desde a infância, a esconder as minhas emoções atrás de uma máscara de dureza ou atrás de um sorriso irônico (...). Isso me fez mal: por muito tempo as minhas relações com os outros foram alguma coisa de enormemente complicado, uma multiplicação ou uma divisão por sete de todo sentimento real, para evitar que os outros entendessem o que eu realmente sentia. O que foi que me impediu de me tornar uma bandeira, pois cresci com um extremo instinto da revolta, que quando era criança era contra os ricos porque eu não podia estudar, eu que havia tirado 10 em todas as disciplinas nas escolas elementares, enquanto iam estudar o filho do açougueiro, do farmacêutico, do comerciante de tecidos. Essa revolta se dilatou para todos os ricos que oprimiam os camponeses da Sardenha e eu pensava então que precisava lutar pela independência nacional da região: "ao mar aos continentais!" quantas vezes repeti essas palavras. Depois conheci a classe operária de uma cidade industrial e compreendi o que realmente significavam as coisas de Marx que havia lido antes por curiosidade intelectual. Me apaixonei assim pela vida, pela luta, pela classe operária." (in Santucci, 26-27)

E nós, o que podemos fazer? É preciso eleger políticos comprometidos em diminuir a distância discrepante das classes sociais e que, como Gramsci, vejam que a Educação é o que existe de mais moderno para formarem não só técnicos, mas também artistas, professores, mestres, doutores, PhDs e etc. dando condições iguais às pessoas de realizarem o que quiserem sem serem obrigadas a se “conformarem” por serem nascidas com sorte ou azar de pertencer a uma ou outra classe social.

*Antifascista (contra a ditadura de Mussolini), foi preso em 1926, condenado a vinte anos de prisão - na cadeia, escreveu 32 cadernos, denominados "Carta do Cárcere". Foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano, criticou o elitismo dos intelectuais e exerceu profunda influência sobre o pensamento marxista. Depois de dois anos na União Soviética, voltou para a Itália e elegeu-se deputado. E mesmo sendo deputado do parlamento italiano, ou seja, apesar de sua imunidade parlamentar, foi preso e condenado a vinte anos de prisão, permanecendo preso até bem próximo de sua morte. Na prisão foi torturado violentamente, pois queriam que ele pedisse clemência e assim fariam calar a suas prerrogativas. 
"Devemos impedir a este cérebro de funcionar". (Frase atribuída ao Juiz que o condenou a pedido de Mussolini). Todos os seus escritos foram salvos pela sua cunhada que interagiu com Gramsci todos esses anos na prisão.

Acorda Brasil...
"Se um pobre-lascado passar pela barreira do ensino básico, prestar vestibular USP e passar em 1º lugar, se formar com destaque no primeiro lugar da turma de Direito deixando pra trás todos os granfinos, depois passar em primeiro lugar na OAB, e se formar juiz, se ele defender a classe dominante, tudo isso foi em vão!!!"
Onofre Johnson

*Trabalho de Aproveitamento da disciplina Sociologia da Educação exigida pelo Prof. Nestor José Guerra, da Faculdade Guaianás. O primeiro texto foi rejeitado pelo professor Nestor, por isso a razão desse texto final ou como eu chamei de "Texto refeito".
Texto de Álvaro João dos Santos


 REFERÊNCIA
 RODRÍGUEZ, Margarita Victoria; SILVA, Cristina Beatriz Paranhos; SALGADO, Edna; NEVES, Mariza Helena S. Ribeiro. Gramsci e Educação. Revista Profissão Docente, Uberaba, v. 2, n. 5, p. 1-26, maio/ago. 2002. Disponível em: <http://www.revistas.uniube.br/index.php/rpd/article/view/51/46>. Acesso em: 15 set. 2013.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

"DESIGUALDADE SOCIAL - PARTE I"





COMO GRAMSCI ENTENDE E EXPLICA A DESIGUALDADE?


Antônio Gramsci 1891-1937


Olhando para essa tão grande desigualdade social, a ONU, pontua o Brasil com o terceiro pior  índice de desigualdade no mundo. Com relação a distância que há entre pobres e ricos o Brasil empata com o Equador ficando atrás de Bolívia, Haiti, Madagáscar,  Camarões, Tailândia e África do Sul. Se pegar como exemplo, um brasileiro que está na faixa mais pobre, ele teria que guardar tudo o que ganha durante 3 anos e 4 meses para chegar a renda mensal de um da faixa mais rica. É provavelmente após a libertação dos escravos que tudo veio à tona com o advento da Abolição. Antes, os negros e os miseráveis, bem ou mal, tinham um dono e de agora em diante teriam que viver as próprias custas e sem nenhuma indenização por tempo de escravidão. Os pobres são todos analfabetos e dependem das migalhas da classe empregadora, e é claro que muita gente ficou de fora, pois os ricos sempre se organizam e chegam à frente de todos. E agora a Sociedade está doente, e o que poderia curá-la? Recorremos à Sociologia, pois, pensadores como Gramsci trouxeram esperança real para um povo tão sofrido. 

Antônio Gramsci, que começou sua vida sofrida nos campos de plantação na Sardenha, Itália, vivenciou uma situação difícil, pois o duro trabalho da foice (Campo) o lançam a valorizar a vida e o trabalho do martelo (operariado). O que o fez analisar Marx, levando suas teorias a várias camadas da sociedade com o objetivo de converter em "norma de conduta" de vida para propiciar a concretização de uma "reforma intelectual e moral” indicando portanto a concepção de uma “vontade coletiva” inspirada na solidariedade, extinguindo ou estreitando as diferenças sociais. A escola, para Gramsci possuía suma importância, pois seria a principal formadora de intelectuais. Propôs a “escola unitária” centrada na ideia de liberdade para que se possa educar as massas, fazendo da escola um privilégio para todos e não somente das elites. E é dentro desse raciocínio que Gramsci discute a organização de “escola humanista” acessível para o proletariado e não somente voltada para áreas técnicas e profissionais. Ele diz:
"Escola que não hipoteque o futuro do jovem e não constranja a sua vontade, a sua inteligência, a sua consciência em formação a mover-se dentro de um trilho com direção pré-fixada. Uma escola de liberdade e de livre iniciativa e não uma escola de escravidão e mecanicidade". (GRAMSCI, 1975, p. 82) 
Enfim, é preciso elegermos políticos comprometidos em zerar a distância discrepante das classes sociais e que, como Gramsci, vejam que a Educação é o que existe de mais moderno para formarem não só técnicos, mas também, artistas, professores, mestres, doutores, e PhDs, dando condições às pessoas realizarem o que quiserem sem serem obrigadas a se conformarem por serem nascidas com sorte ou azar de pertencer a  uma ou outra classe social.


Texto de Álvaro João dos Santos
Trabalho de aproveitamento da disciplina Sociologia da Educação exigida pelo Prof. Nestor José Guerra (Professor da FAG/Faculdade Guaianazes).


Referência:
http://www.revistas.uniube.br/index.php/rpd/article/view/51/46
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"HÁBITO DA LEITURA"


imagem da internet

"HÁBITO DA LEITURA" 

Não se pode negar que o hábito de leitura é muito desagradável para muitos. Haja vista, a quantidade de "porcarias" que escrevem por aí. Não é tarefa fácil ter que engolir em texto só porquê será utilizado na prova. Quando ele nos conta algo interessante, ainda vá lá! 

Antes de gostar de ler é preciso gostar do que será lido, o seu conteúdo. É possível parar a leitura no meio se achar que não vale a pena ler todo o conteúdo, mas também ocorre de uma leitura chata surpreender o leitor com uma surpresa, uma desilusão ou até mesmo uma revelação interessante no final.  
Portanto, é necessário continuar lendo sempre... Mas se o livro estiver chato, pare a leitura e comece a ler outro até achar um bem legal, pois sempre existe um livro que se identifica com o leitor, e daí você começa a tomar gosto pela leitura, até que esse gosto se torne um hábito que um dia, há de minimizar a falta de interesse pela leitura que está prejudicando tanto nossa geração, se tornando assim, um prazer insubstituível. Mas, lembre-se: "A leitura só é leitura de qualidade se ela conscientizar o leitor".


Curiosidade >>>>>>>
Se você ler apenas 10 páginas de um livro por dia, terá lido, ao longo de um ano, cerca de 20 livros de 184 páginas - 10 vezes a mais que a média brasileira. 
Se você ler 3 capítulos da Bíblia Sagrada por dia e 5 capítulos aos domingos, terá lido ao longo de um ano a Bíblia inteira.
Portando, o problema de quem não lê não está na falta de tempo, mas na disciplina. Quem lê, desenvolve o senso crítico, aumenta a compreensão do mundo e está em constante processo de aprendizagem se tornando uma pessoa reflexível.


Série Meus Textinhos do 1° Semestre de Pedagogia
Trabalho de aproveitamento da disciplina Técnicas de Leitura e Escrita da Prof ª Claudinéia - FAG/Faculdade Guaianás.
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Texto de: Álvaro João dos Santos
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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

COMO SE ORGANIZA E FUNCIONA A ESCOLA SEGUNDO AS IDEIAS DE ÉMILE DURKHEIM?


Você terminou o curso de Pedagogia e passou num concurso público. Assumiu um 3º ano. Como se organiza e funciona a Escola em que vai lecionar segundo as ideias de Émile Durkheim?

Terminar o curso de Pedagogia e passar num Concurso Público e ainda assumir um 3º ano de uma escola da época do sociólogo Émile Durkheim, provavelmente essa pessoa não seria da escumalha, seria alguém influente da elite, ou filho de alguém muito importante do final do século XIX. Porém, em nossos dias atuais, parece que a situação é exatamente a mesma, haja vista, a dificuldade que ainda é passar em concursos públicos.

Durkheim é chamado de “pai da sociologia”, ao dizer que fatos sociais são Exteriores: pois sua sede é a sociedade e não no interior do indivíduo. Coercitivos: que obrigam a sê-los ou realizá-los, pois se instituem em forma de lei ou através da cultura e, Gerais: que são impostos antes mesmo do indivíduo vir ao mundo, como por exemplo, o idioma, religião e educação ou até mesmo o fato de nunca poder escolher onde nascer, morar, cor de pele, pertencer a esta ou outra classe social, dependendo exclusivamente da sorte ou do azar de nascer nesta ou naquela classe social. Durkheim construiu o conceito de que, fato social é uma força da sociedade que modela os indivíduos. Descreve também a sociedade como “um corpo com muitos membros” e que esse corpo só funciona bem se cada membro permanecer na condição de membro e ficar onde está, ou seja, a sociedade é composta de: Estado, leis, empresas, sindicatos, igrejas, escolas, prisões, famílias, operários, homens, mulheres e etc, sendo vítima do que vem do exterior, pois se tentar fazer algo diferente dos padrões, uma ação coercitiva impede ou desautoriza o indivíduo obrigando-o a ser socializado. Ex: Entrar com a camiseta do Palmeiras na torcida do Corinthians, apesar de não existir lei que proíba o indivíduo para não fazer tal coisa, qual seria o resultado dessa atitude? Quem gostaria de sentir na pele o resultado? Assim, os fatos sociais são produtos da vida em sociedade, e sua manifestação, segundo Durkheim, é o que interessa a Sociologia. "A construção do ser social, feita em boa parte pela educação, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios - sejam morais, religiosos, éticos ou de comportamento - que balizam a conduta do indivíduo num grupo. O homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela", escreveu Émile Durkheim.

Portanto, essa escola se organiza e funciona perfeitamente bem, segundo as ideias de Émile Durkheim, dentro dos mais rígidos padrões da moral e dos bons costumes, havendo com isso uma harmonia social, porém cada um em seu lugar, sem interferir na autoridade do superior imediato, nem prejudicar o bom andamento das atividades escolares, ou seja, cada funcionário da escola trabalharia de forma delimitada, porém um dependendo do outro para o resultado final desejado pela instituição. Ex: O professor não precisa pintar a fachada da escola para depois dar aula. A escola estará devidamente pintada para eu lecionar no 3º ano. Os banheiros deverão estar limpos, serão servidos lanches na cantina, a quadra de esportes deve estar em boas condições para que se possa utilizá-la, então espera-se que todas as medidas de infraestrutura das instalações escolares estejam perfeitamente bem distribuídas pelo diretor da escola, e assim poderei dar as minhas aulas para o 3º ano daquela escola durkheimiana.


Émile Durkheim - imagem da internet


Texto de Álvaro João dos Santos
Trabalho de aproveitamento da disciplina Sociologia da Educação exigida pelo Prof. Nestor José Guerra (Professor da FAG/Faculdade Guaianazes).